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domingo, 18 de setembro de 2011

ARMAS DOS MEMBROS DA ORDEM II

Para corresponder aos pedidos dos Fiéis Leitores deste Cavalheiresco Blog, postarei a II reportagem acerca dos Brasões d'Armas dos Membros da Ordem da Milícia e do Hospital (Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém).

A Heráldica é e sempre foi um assunto de grande interesse entre as Ordens de Cavalaria, pois como a Ciência que nasceu nas Santas Cruzadas, é ainda hoje a memória dedicada ao culto dos grandes feitos dos antepassados.

Caso algum de meus heróico leitores seja membro da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, segundo a Obediência Malta-Sevilha, que tem como Príncipe e Grão Mestre Dom Carlos Gereda de Bourbon, Marquês de Almanzán, mande-me o seu Brasão d'Armas, para que possa somá-lo a esse série de reportagens.

Um Fraternal e Cavalheiresco abraço, bom Domingo a todos,
Att. Príncipe Andre Prinz von Trivulzio-Galli



O primeiro brasão d'Armas que proponho a meus fiéis leitores é o de Sua Alteza Real o V Duque de Sevilha, XLVIII Príncipe e Grão Mestre da Ordem, hoje Grão Mestre Emérito. 

O segundo pertence a Sua Majestade Real o Rei Simeão II, da Bulgária, Cavaleiro do Grão Colar.

O último pertence a Sua Alteza Real o Príncipe Dom Miguel de Bragança, Duque de Viseu, Infante Real de Portugal. Cavaleiro Grã-Cruz de Justiça de São Lázaro de Jerusalém.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ARMAS DOS MEMBROS DA ORDEM I



A postagem de hoje é dedicada a todos os amantes da Heráldica, Ciência Heróica dedicada a resguardar a memória das Linhagens e Casas Nobres de todo o Mundo Cristão, especialmente da Europa.

Como é do conhecimento de todos vocês, heróicos leitores, os Membros da Milícia e do Hospital de São Lázaro de Jerusalém possuem o direito de utilizarem um Brasão d'Armas, independente do Posto que ocupem dentro desta Ordem, também independe se são da Nobreza ou são plebeus.

Esta é a primeira de uma série de postagem sobre as Armas dos membros desta tão nobre Ordem. Todas estas postagens serão identificadas pelo Marcador ARMORIAL DA ORDEM, o que facilitará a busca de meus heróicos leitores neste blog.

Hoje proponho a meus heróicos leitores três brasões d'Armas. O primeiro pertence a nosso 49º Príncipe e Grão Mestre, o ilustre sr. Marquês de Almanzán. O 2º pertence ao Protetor Espiritual da Ordem, e finalmente o último pertence ao Juiz de Armas do Grão Priorado da Espanha, o Dr. José Maria de Montells y Galán, Visconde de Portadei, pelo Reino da Geórgia.

49º Príncipe e Grão Mestre, o ilustre sr. Marquês de Almanzán

 Patriarca Gregório III,
Protetor Espiritual da Ordem

Visconde de Portadei

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

ORDEM HOSPITALAR OU ORDEM HOSPITALÁRIA, QUAL É O CORRETO?


Muitas vezes vemos diferentes grafias do nome da Ordem da Milícia e do Hospital de São Lázaro de Jerusalém, alguns a escrevem como Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, outros como Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém, mas afinal, qual é o certo?

A riqueza da Língua Portuguesa nos permite escrever o mesmo termo com variedades de grafia, o que não ocorre nas linguas não românicas, como o inglês ou o alemão, por exemplo.

O nome da Ordem de São Lázaro, ao ser traduzido para o vernáculo de determinado país, deve adaptar-se a este, da melhor forma possível, assim, o nome latino da Ordem, em sua versão oficial ORDO MILITARIS ET HOSPITALARIS SANCTI LAZARI HIEROSOLYMITANI, passou a ser traduzido para o inglês como "Ordo Military et Hospitaller Sancti Lazari of Jerusalem", ou para o espanhol como "Orden Militar y Hospitalaria de San Lázaro de Jerusalén". Mas como proceder em um caso como o do Brasil, em que o termo latino HOSPITALARIS possui duas formas aceitas, HOSPITALAR e HOSPITALÁRIA?

No Brasil ambas as formas são aceitas, pois nenhuma delas pode ser considerada errada. Caso semelhante ocorre com a Soberana Ordem Militar e Hospitalária de São João de Jerusalém Rodes e Malta, cujo nome pode ser grafado como Hospitalária ou Hospitalar.

Em vários documentos oficiais, como o Decreto de 5 de Fevereiro de 1997, pelo qual a República Federativa do Brasil declara a Utilidade Pública da Ordem de São Lázaro, é escolhido o termo Hospitalar para figurar como o oficial no Brasil, porém a utilização do termo Hospitalária não é equivocado, e é até o preferido de muitos irmãos de hábito da Ordem da Milícia e do Hospital, que o consideram mais tradicional, ou pelo menos, mais cavalheiresco.

Na conhecida Enciclopédia on-line Wikipedia, existe uma séria confusão entre os termos, pois ao referir-se a Ordem de São João de Malta, é utilizado o termo Hospitalária, e ao referir-se a Ordem de São Lázaro de Jerusalém o termo escolhido é Hospitalar, porém o que os autores das referidas páginas não deveriam ter esquecido, é que estas são as chamadas "Ordens Gêmeas", pois foram fundadas na mesma cidade, Jerusalém, na mesma época, as Santas Cruzadas, pela mesma pessoa, o Bem-Aventurado Blessed de Gerard, e com a mesma finalidade, cuidar dos Cavaleiros feridos ou doentes e proteger os Lugares Sagrados, sendo as duas únicas Ordens de Cavalaria que tiveram ao mesmo tempo as funções de Milícia e de Hospital, logo, as grafias dos nomes de tais Ordens, devem ser sempre escritos de forma similar.

Ainda termos utilizadas como "A Ordem da Milícia e do Hospital",  "A Ordem do Hospital de São Lázaro" ou "A Ordem Militar do Hospital de São Lázaro de Jerusalém" são todos considerados corretos, porém em documentos oficiais, deve-se sempre preferir os termos de "Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém" ou "Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém"  

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

OS INESCRUPULOSOS ORLEANS E A FALSA ORDEM


Várias "ordens", criadas imitando a Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém podem ser encontradas com um simples passeio pela internet. Tais ordens surgiram de um longo e doloroso processo, iniciado antes da Restauração da União das Obediências de Malta e Paris, por pessoas sem escrúpulos, que visam enganar a si próprias e ao mundo, com imitações bisaras da Ordem da Milícia e do Hospital.

Historicamente falando, as imitações da Ordem de São Lázaro, muito tem prejudicado a nossa tão nobre Ordem. Tanto assim, que uma falsa corporação lazarista, criado por um sujeito chamado Moser, no princípio do século XX, foi confundida por muito tempo com a nossa verdadeira Ordem, e até hoje dá falsos argumentos aos sujeitos que criticam a Milícia de São Lázaro.

Tais ordens falsas estão muito espalhadas pelos países de todos os continentes, atingindo as almas das pessoas de boa fé, que sendo guiadas por sujeitos sem escrúpulos e sem religião, seguem vivendo iludidas, achando que fazem parte de uma Ordem de Cavalaria, quando na verdade não fazem parte de outra coisa, senão de um circo montado por espertalhões.

A mais perigosa de todas essas "ordens", é a que foi criada por um principezinho da Casa de Orleans, dinastia surgida de Luís Felipe d'Orleans, o duque que para tentar ser Rei da França, votou pela assassinato do Rei Luís XVI, da Rainha e do Rei Luís XVII. Tal dinastia, provinda de um assassino, tenta iludir o povo francês, passando-se pela Casa Real da França, que como todos sabem é a Casa de Bourbon.

Queremos deixar claro que tais fatos nada diminuem a grandeza da Casa Imperial e Real do Brasil, que apesar de ter em seu sobrenome e nome dos Orleans, descendem dos Reis de Portugal, dos Imperadores do Sacrossanto Império Romano Germânico, e da Casa de Bourbon, por meio da Casa Real de Espanha. Logo, os Príncipes do Brasil são exemplos de verdadeiros Católicos, e apesar do parentesco afastado com os regicídas da Casa d'Orleans, tem direito a todo o respeito e admiração, por serem uma das mais importantes e ilustres dinastias do mundo.

A Ordem criada por Carlos Felipe de Orleans, que intitulou-se duque de Anjou, chamada muitas vezes de "obediência de Orleans", nasceu em 2004, quando um pequeno grupo de cavaleiros da antiga Obediência de Paris lançaram o nome do príncipe Carlos Felipe de Orleans para o Grande Magistério, e perderam feio. O pequeno grupo consegui menos de 10% dos votos, contra a esmagadora maioria, obtida pelo V Duque de Sevilha, Eleito 48 Príncipe e Grão Mestre da Ordem Unificada.

Com a derrota, o pequeno grupo não aceitou o vitória incontestável do Duque de Sevilha, e por esse motivo foram expulsos da Ordem por determinação do Duque de Brissac. Os falsários, humilhados pela derrota e posterior expulsão, declararam que seu líder, o príncipe Carlos Felipe de Orleans, que nem sequer havia sido ordenado Cavaleiro de São Lázaro, a partir daquele momento seria o "grão mestre" daqueles 19 ou 20 ex-cavaleiros. O pequeno grupo, espalhando suas falsas idéias, fora condenado pelo Patriarca Gregorio III, Protetor Espiritual da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém, porém nem tal ato obstou aos falsos cavaleiros de espalhar suas idéias pela Europa e América, chegando alguns representantes da falsa ordem Orleans ao Brasil.

Essa "ordem" está passando por momentos de grande dificuldade, as críticas internacionais ao príncipe Carlos Felipe de Orleans, que engana a muitos dizendo ser o duque de Anjou, usurpando o título que verdadeiramente pertence a Sua Alteza Real o Príncipe Dom Luís Alfonso de Bourbon, Duque de Anjou e de Bourbon, Chefe da Casa Real da França, chegou ao cúmulo do próprio Orleans admitir que a situação era insustentável, e renunciou ao posto de "grão mestre" do pequeno grupo, sendo sucedido por um tio seu, o "conde" de Dobrzensky, que nem ao menos é cavaleiro de São Lázaro.

O príncipe Carlos Felipe de Orleans fora condenado pelos Tribunais Franceses por falsidade, já que mente ser o duque de Anjou. A Duquesa Viúva de Anjou e de Segóvia, Sua Alteza Real Dona Emmanuele Dampierre de Bourbon, avô do verdadeiro Duque de Anjou, condenou publicamente o dito Orleans por indevidamente utilizar o título que pertence a si e a seu neto. O Chefe da Casa de Orleans, que autodenomina-se "conde de Paris", vem demonstrando total apoio as idéias do sobrinho Orleans, por mais ridículas que sejam.

Sua Alteza Real o verdadeiro Duque de Anjou, com a família em companhia do Santo Padre o Papa

A Ordem da Milícia e do Hospital, ou Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém é leal ao verdadeiro Duque de Anjou e de Bourbon, que por ser descendente dos Reis da França e da Espanha, Chefe da Real Casa de Bourbon e da Casa da França, sempre será, assim como seus filhos, S.A.R. o Delfim da França e S.A.R o Duque de Berry, muito querido e estimado pela Ordem da Milícia e do Hospital de São Lázaro       

sábado, 10 de setembro de 2011

A LEGITIMIDADE DA ORDEM MILITAR E HOSPITALÁRIA DE SÃO LÁZARO DE JERUSALÉM, CONFIRMADA PELOS PATRIARCAS CATÓLICO-MELQUITAS


Muitos tem questionado, por total ignorância histórica, a Legitimidade da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém, também chamada Ordem da Milícia e do Hospital. Segundo eles, a Ordem ter-se-ia extinguido após a revolução francesa, quando a Comuna de Paris assinou um ato, claramente ilegal e clandestino, extinguindo as Ordens de Cavalaria Francesas.

Todavia devemos recordar, que a Comuna de Paris não tinha legitimidade para tal ato, pois o Fons Honorum da Ordem pertencia, até então à Casa Real dos Bourbons de França (não à Casa d'Orleãns, como alguns sustentam), cujo representante, Sua Alteza Real o Príncipe Luís de Bourbon, Conde da Provença, 43º Príncipe Grão Mestre da Ordem manteve em nome de seu irmão, o Rei Luís XVI, e mais tarde de seu sobrinho, o Rei Luís XVII.

Após a derrota dos republicanos, e a restauração da Monarquia pelo Imperador Napoleão I, o Conde da Provença permaneceu governando a Ordem no exílio, donde criou pelo menos uma Comendadoria Hereditária na Alemanha, que permanece em funcionamento até hoje. 

Restaurado o Trono da França à Casa de Bourbon, o Conde da Provença, agora como Rei Luís XVIII da França, mantém seu governo como Grão-Mestre da Ordem, pois apesar de sua suposta renúncia ao Magistério, permaneceu como seu Chefe de Ius e de Facto, pois preferiu não Eleger outro para tomar-lhe o lugar. Com a morte de Luís XVIII em 1824, seu irmão o Rei Carlos X manteve-se com pouca atuação junto a Ordem de São Lázaro, que passou a ser governada por uma junta de Cavaleiros, liderada por Jean Louis de Beaumont, Marquês de Autichamp.

O Marquês de Autichamp é um exemplo de Cavaleiro Lazarista, leal às Regras da Ordem da Milícia e do Hospital, Católico devoto, Monarquista convicto, que por sua lealdade incontestável à Casa de Bourbon, vai aos 92 anos lutar pela defesa do Palácio do Louvre, assaltado pela corja revolucionária. Ordenado Cavaleiro em 1783, manteve-se inimigo público de todos os membros da família Orleans, que por meio de Luís Felipe, o chamado rei dos burgueses, destroem os ideais da Cavalaria e da Religião. Vendo-se abandonado pelo legítimo Rei da França, Henrique V, Conde de Chambord, que estando em exílio por conta da usurpação da Casa d'Orleans ao Trono Francês, tem pouco tempo a dedicar a Ordem Lazarista.

A melhor alternativa do Marquês de Autichamp é buscar o auxílio dos Protetores da Ordem, anteriores a Proteção dos Reis da França, tal proteção era concedida, ainda na Terra Santa, pelos Patriarcas de Jerusalém, a quem o Marquês, como Vigário Geral da Ordem recorre.

Máximus III, Mazolum, Patriarca Greco-Melquita da Igreja de Antioquia, recebe de bom grado o pedido do já idoso Marquês de Autichamp, e torna-se o Protetor Espiritual e Governador Temporal da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém, assim como de seus bens e propriedades. 

O Patriarca Maximus III, em 1837, havia sido reconhecido como autoridade civil pelo Império Otomano, como Príncipe dos Católico-Melquitas. Em reconhecimento a seu principado, o Santo Padre o Papa Gregório XVI, concede o título de Patriarca de Alexandria e Jerusalém a Maximus III, que passa a ter o título de "Patriarca de Antioquia e Todo o Oriente, de Alexandria e Jerusalém, de Todos os Gregos e da Igreja Católica Melquita, Protetor Espiritual e Temporal da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém".

Como Príncipe e Chefe de Estado, reconhecido pelos Príncipes Árabes, os Patriarcas Católicos-Greco-Melquitas possuíam Fons Honorum, que manteve a legitimidade histórica da Ordem por mais de um século, e que é ainda hoje, um dos pilares de seu reconhecimento internacional. Com a morte do Patriarca Maximus III, Mazloum, é Eleito o Patriarca Clemente Bahouth, em  de Abril de 1856, Eleição confirmada pelo Papa Pio IX em 16 de Junho do mesmo ano. O novo Patriarca renuncia em 1864, quando é Eleito seu Sucessor Gregório II, que foi Confirmado pelo Papa em 27 de Março do ano seguinte.

Gregório II desentende-se com o Sumo Pontífice, porém a situação melhora com a sua morte e seguida Eleição do Patriarca Pedro IV, em 1898, e a Sucessão do Papa Leão XIII ao Papa Pio IX.

O Novo Patriarca tem uma comunicação mais ativa com os Cavaleiros Lazaristas da França e Espanha, um pouco precária com os seus antecessores. A pedido do Cônego polonês Tanski, reestabeleceu a Chancelaria da Ordem na França, já agora pacificada, e sem mais nenhuma interferência dos golpistas Orleans.

As boas relações com a Real Casa de Bourbon, que perdendo a Monarquia na França, ao menos mantiveram-la na Espanha, foi rapidamente restabelcida, graças a nova abertura da Ordem para as nações européias. Com o Patriarca Cirilo VIII, em 03 de Junho de 1911 é dirigida uma grande carta a Chancelaria da Ordem, na França, pela qual o novo Patriarca abençoa a todos os Cavaleiros da Milícia e do Hospital de São Lázaro, e ressalta o papel da Igreja Católico-Melquita no cenário cristão Oriental.

Em 1919 é Eleito Patriarca Demetrios I, Qadi, que teve um breve, porém atuante patriarcado, que durou até 1925, o Catolicismo de Rito Melquita teve uma significativa expansão no Oriente Médio, e a situação dos Católicos na Grécia melhora bastante. Após sua morte, é Eleito Patriarca Cirilo IX, Mogahabghab.

Nesse período o ingresso de membros do Alto Cléro Católico Apostólico Romano é intenso junto a Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro e Jerusalém, abraçaram a Ordem da Milícia e do Hospital, o Cardeal O'Connel, Arcebispo de Boston; o Cardeal Dougherty, Arcebispo da Filadélfia; o Cardeal Mundedein, Arcebispo de Chicago; o Cardeal Hayes, Arcebispo de Nova York; o Cardeal Lineart, Arcebispo de Lille; o Monsenhor Dom Parado y Garcia, Bispo de Palência; além do Patriarca Pierre XIII, Terzian, Patriarca dos Armênios da Cilícia.

Com a Eleição, em 1930, do Duque de Sevilha para o Cargo de 44º Príncipe Grão Mestre, vago dês da morte do Rei Luís XVIII, em 1824, reestabeleceu-se a ligação entre a Ordem e a Casa de Bourbon, da qual o Duque era membro por ser um Infante (Príncipe de Sangue) da Espanha.

Atualmente o Patriarca de Antioquia e Todo o Oriente, de Alexandria e Jerusalém, de Todos os Gregos e da Igreja Católica Melquita, Protetor Espiritual da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém é Sua Beatitude Gregorio III, que mantém a tradição da Proteção Espiritual da Ordem da Milícia e do Hospital junto a Igreja Católica do Oriente, sempre em perfeita comunhão e obediência ao Santo Padre o Papa, a quem é subordinado e súdito fiel. 

A Soberana Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerualém mantém sua ligação com os Patriarcas de Jerusalém, no intento de manter-se fiel a suas fontes históricas, quando no século XI, os Cavaleiros da Cruz Verde de São Lázaro, lutando em prol da liberdade, pelejaram contra os mouros pela posse dos Lugares Sagrados em Jerusalém. Esse espírito de liberdade ainda move os Cavaleiros da Milícia e do Hospital, em prol da liberdade de culto aos cristão perseguidos pelo mundo, e da ajuda aos desamparados.   

  

terça-feira, 6 de setembro de 2011

PADROEIRO

SÃO LÁZARO DE BETÂNIA, ORAGO DA ORDEM

Sempre ouve o questionamento, de qual seria o Patrono, ou Orago da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém, São Lázaro de Betânia, ou São Lázaro o Mendicante. Ambos surgem dos Evangelhos, e com sérias diferenças: o primeiro era amigo íntimo de Jesus, irmão de Maria e Marta, proprietário de uma farta propriedade, em Betânia; o outro, porém, era pobre, mendicante, que vivia dos restos que caiam da mesa dos ricos, e que até isso lhe impediam de ter.

A confusão entre os Santos é muito antiga, na Idade Média, por erros de interpretação das Sagradas Escrituras, eram tidos como a mesma pessoa. Outro fato de confusão dá-se pela suspeita de que ambos os Santos tenha sucumbido pelo mesmo mal: a lepra.

Sem a menor sombra de dúvida o Santo Padroeiro da Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém é São Lázaro de Betânia.

Lázaro de Betânia, na Judéia, irmão de Marta e Maria, deve à amizade de Jesus não só a sua estrondosa ressurreição do túmulo, mas também o culto com que a Igreja o honrou no curso dos séculos. Na hospitaleira casa de Betânia, a três milhas d Jerusalém, Jesus costumava fazer breves pausas de descanso confortado pelas atenções de Marta e Maria e pela sincera e confiante amizade do dono da casa.

Lembrando essa predileção do Redentor, todo ano (tem-se a notícia já no século IV) os católicos de Jerusalém, na Vigília (do Dia de Ramos) iam em procissão até Betânia e sobre o túmulo de São Lázaro, o Diácono Proclamava o Evangelho de São João, em que narra com muitos detalhes a ressurreição de São Lázaro.

São João é de fato, o único Evangelista que faz referência ao milagre da ressurreição de Lázaro. A narração, com insólita abundância de detalhes, constitui um dos pontos salientes do Quarto Evangelho, pois a resurreição de São Lázaro assume, além do fato histórico, o valor de símbolo e de profecia, como prefiguração da Ressurreição de Cristo. A casa de Betânia e o túmulo foram meta de peregrinação já na primeira época do Cristianismo, como refere o próprio São Jerônimo. Mais tarde, os peregrinos medievais nos informam que ao lado do túmulo de São Lázaro havia um Mosteiro Beneditino beneficiado pelo Imperador Carlos Magno.

Lázaro teve o privilégio de ter dois túmulos, pois morreu duas vezes.
O primeiro túmulo, de onde foi tirado e ressuscitado pelo Amor de Cristo ("Vejam quanto o amava, exclamaram os judeus ao perceberem uma lágrima de comoção no rosto de Jesus) ficou vazio, uma vez que uma antiga tradição oriental considera São Lázaro Bispo e Mártir de Chipre. Tal notícia, do século VI tomou consistência no ano 900, quando o Imperador Romano-Bizantino Leão VI, O Filósofo, fez transportar as Relíquias de São Lázaro de Chipre para Constantinopla. Antigos afrescos da encontrados na ilha parecem confirmar a presença de São Lázaro na Ilha de Chipre, onde faleceu Martirizado, após ser o Primeiro Bispo do lugar.

O dia da Festa Litúrgica de São Lázaro de Betânia é 17 de dezembro.  

sábado, 3 de setembro de 2011

ANTIGA DIVISÃO DA ORDEM: Malta X Paris



Muitas vezes repetimos coisas como a "Obediência de Malta", ou a "Obediência de Paris", sem sabermos ao certo o por que de tal divisão, que embora já tenha sido superada, ainda marca muito fortemente nossa tão Nobre e Distinta Ordem. Em breve linha, tentarei explicar um pouco sobre tal divisão, embora isso seja apenas uma pequenina parte, desta tão vasta história.
Vamos aos fatos:

Após a II Guerra Mundial a Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém chegou a seu apogeu. Milhares de novos Confrades agiam em diversas frentes Missionárias, em um tempo em que junto a Ordem somente eram aceitos Católicos Romanos, as Palavras do Santo Padre o Papa passaram a serem espalhadas por todos os Continentes pelos Cavaleiros Lazaristas.

Nessa época, em 1952, faleceu Duque de Sevilha, Dom Francisco de Paula y de La Torre, Eleito XLIV Príncipe e Grão Mestre em 1930. Seu filho, Dom Francisco Enrique de Bourbon y de Bourbon fora eleito XLV Príncipe e Grão-Mestre tempo depois.

O novo Príncipe Grão Mestre era então Oficial do Exército do Reino da Espanha, e como tal, não dispunha de tempo suficiente para as exigências do Grande Magistério. A solução temporária para essa falta de tempo a dedicar à Ordem, foi dada quando o Duque de Sevilha nomeou o XII Duque de Brissac como Administrador Geral da Ordem.

Pierre Timoléon de Cossé, XII Duque de Brissac entrou junto a Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém em 1954, apenas dois anos depois alcançou o tão alto cargo, que causou a desfragmentação da Ordem.

O Duque de Brissac não esforçou-se para honrar a confiança recebida pelo Príncipe Grão Mestre, muito pelo contrário, assim que a possibilidade chegou, Brissac iniciou sua campanha para tentar depor o Duque de Sevilha de seu Magistério. Com acusações cada vez mais assíduas, Brissac espalhou a tese de que o Duque de Sevilha era incapaz de Reger a Ordem.

O Duque de Sevilha, assim que tomou conhecimento da amarga campanha travada contra ele pelo XII Duque de Brissac, emite decreto anulando sua nomeação como Administrador Geral da Ordem, porém já era tarde demais: Brissac em companhia de seus asseclas convocou o Capítulo Geral da Ordem com a finalidade de depor o Duque de Sevilha de seu Trono.

Tal Capítulo Geral fora condenado pelo Grão Mestre, porém isso mostrou-se ineficaz, já que tal reunião resultou da Eleição  do Príncipe Charles-Philippe d'Orleans, Duque d'Alençon, I Príncipe de Sangue da França, como o novo Grão Mestre.

O objetivo do Duque de Brissac fora alcançado, havia a partir daí uma cisão no Ceio da Ordem de São Lázaro. A jurisdição espanhola muito compreensivelmente permaneceu leal ao verdadeiro Grão Mestre, o Duque de Sevilha, que juntamente com sua equipe, em Madri, governa a Ordem de modo ininterrupto até 1967.

O Duque d'Alençon, educado na Inglaterra dês de tenra idade, casado com uma americana da Virgínia, era um anglófono devotado, apesar de ser francês, e residir com a família na França, esforçava-se para sempre falar inglês em casa e com os amigos próximos. Tentou uma aproximação cada vez maior com o mundo anglo-saxão, até então totalmente estranho para a Ordem Lazarista. 

O Duque de Sevilha, sendo coagido por todos os lados, fora levado a aceitar a nomeação do Duque d'Alençon como 46 Grão Mestre da Ordem, passando a ser Grão Mestre Emérito e Grão Prior da Ordem para a Espanha.

O Duque d'Alençom, agora como o único, e a partir da Renúncia do Duque de Sevilha, verdadeiro Príncipe Grão Mestre da Ordem, passou a trabalhar para aumentar a influência anglo-saxã junto a Ordem, e jogando fora uma tradição de mais de mil anos, aceitou pela primeira vez pessoas de fé protestante junto a Ordem Militar e Hospitalária de São Lázaro de Jerusalém.

Essas e outras atitudes de caráter administrativo, irritaram o Duque de Brissac, que sem ter a menor autoridade para isso, simplesmente demitiu o Duque d'Alençon de seu Magistério. O Duque de Sevilha é Eleito novamente em Capítulo Geral, agora como o 47 Grão Mestre da Ordem.

Brissac, em Paris, elege a si próprio Grão Mestre da qual ficou conhecida como Obediência de Paris. Como a Grande Chancelaria do Duque de Sevilha, permanecia em Malta, a sua legítima obediência passou a ser conhecida como a Obediência de Malta. 

O cisma somente acabou após a renúncia dos Duques de Brissac sob sua pretensão. A Ordem hoje é unida novamente, na atualidade conhecida "Obediência Unida de Malta e Paris", ou em um nome mais comum, como "Obediência de Malta-Sevilha".