É com grande prazer que anunciamos a publicação da edição 2026 do Almanach Trivulziano:
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quarta-feira, 3 de junho de 2026
domingo, 15 de março de 2026
Descendente de Dom Pedro I do Brasil, IV de Portugal, por meio de Sua Alteza a Duquesa de Goiás
Creio que todos os especialistas na genealogia dos descendentes de Sua Majestade Imperial e Fidelíssima o Imperador Dom Pedro I do Brasil e IV de Portugal, Duque de Bragança e de Beja, tenham um especial carinho pela descendência que este teve com a Sra. Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo, filha dos primeiros Viscondes de Castro e irmã do 2º Visconde de Castro. Sabemos que Dom Pedro I e IV teve da Marquesa de Santos cinco filhos, dos quais Sua Majestade legitima e perfilha apenas a primeira filha, Isabel Maria de Alcântara Brasileira, que pelo Decreto Imperial de 24 de maio de 1826 recebeu o título de Duquesa de Goiás com o tratamento de Alteza e tratamento de Dona, passando assim oficialmente a ser Sua Alteza Dona Isabel Maria de Alcântara Brasileira, Duquesa de Goiás.
Isso foi um caso único, pois mesmo que Dom Pedro tenha legitimado também a última filha que teve com a Marquesa, no caso Maria Isabel de Alcântara e Bourbon, esta foi meramente legitimada, mas não foi perfilhada, como aconteceu com Sua Alteza a Duquesa de Goiás, pois não recebeu o tratamento de Alteza nem recebeu um título ao nascer, recebeu sim um sobrenome dado por seu pai Alcântara e Bourbon, mas note-se que nem a Duquesa de Goiás nem Maria Isabel recebem o sobrenome dinástico da Casa Imperial e Real: Bragança. No caso de Maria Isabel de Alcântara e Bourbon, esta apenas recebeu um título quando casou-se com Pedro Caldeira Brant, Conde de Iguaçu, tornando-se então Condessa de Iguaçu por seu matrimônio.
E foi conversando justamente com o famoso e muito respeitado monarquista Felisbesto Caldeira Brant, representante do título de Conde de Iguaçu, descendente direto da Condessa Maria Isabel de Alcântara e Bourbon, que ele questionou-me sobre o fato de que éramos primos pelo lado da Marquesa de Santos, e de fato somos: Felisbesto Caldeira Brant Neto pelo ramo dos Condes de Iguaçu, e eu mesmo, Andrea Gian Giacomo Teodoro Gonzaga Trivulzio Galli, 24º Duque e 18º Príncipe de Mesolcina, Príncipe de Mesocco, Príncipe de Trivulzio-Galli, Príncipe e Vicário Imperial Perpétuo do Sacro Império Romano, 21º Duque d'Alvito, 20º Conde-Duque d'Atina, 25º Marquês de Melzo, pelo ramo da Duquesa de Goiás e Condessa de Treuberg (conhecido na genealogia como "Ramo Goiás-Treuberg").
Uma curiosidade sobre Sua Alteza a Duquesa de Goiás é que no ato da legitimação régia, Dom Pedro I e IV afirma ser ele o pai, porém "de mãe desconhecida", de modo que a jovem Duquesa de Goiás não sabia ser filha da tão falada Marquesa de Santos. Na nossa tradição familiar sempre soubemos que esta nossa antepassada, que foi criada no Palácio Imperial de São Cristóvão, e brincava desde criança com seu meio-irmão Dom Pedro II, pensava ser filha de um caso que seu pai, Dom Pedro I teria tido com uma Nobre logo após o falecimento da Imperatriz D. Leopoldina (pois mesmo no Decreto Imperial que a reconheceu se deu a entender que a Duquesa tinha dois anos a menos do que realmente tinha), de modo que seria assim uma filha natural legitimada, diferente dos filhos que Dom Pedro I teve com a Marquesa de Santos e com a irmã dessa, a Baronesa de Sorocaba, todos filhos bastardos.
A Duquesa, sem saber de sua verdadeira origem, foi mandada para estudar em Paris, e lá casou-se com o Conde alemão Ernest Joseph Johann Fischer, II Conde von Treuberg, II Barão von Holzern. Esse casamento foi possível pela vontade da Imperatriz-Viúva D. Amélia do Brasil, que escreveu a D. Pedro II e aos demais membros de sua própria família, onde fez-se uma subscrição financeira para dar um bom dote à Duquesa. Com tal dote e o fato de ser filha legitimada do Imperador do Brasil e Rei de Portugal, com o tratamento de Alteza, possibilitou o casamento com o Conde von Treuberg, que era dono de um castelo belíssimo, onde antes havia se situado a abadia de Holzern.
Cumprindo a determinação de Dom Pedro I e IV, vai ser só após a morte deste e com a idade avançada da Imperatriz Dona Amélia (que de fato irá criar a Duquesa de Goiás como filha), que a Condessa de Iguaçu, sua irmã, manda-lhe cartas contando que a mãe da Duquesa era a Marquesa de Santos. Como sempre foi contado em nossa família, a Duquesa de Goiás e Condessa von Treuberg não acreditou, de modo que foi necessário que o Conde de Iguaçu lhe enviasse as cartas trocadas entre Dom Pedro I e a Marquesa de Santos, para a convencer de que era filha da Marquesa. Isso causou um grande choque a minha hexa-avó, que até então acreditava na versão que Dom Pedro I havia ordenado que se contasse, que era uma filha legítima do Imperador. A descoberta pela enteada causou grande desgosto na Imperatriz D. Amélia, que censurou a Condessa de Iguaçu, de modo que Sua Alteza a Duquesa de Goiás apenas aceitou os bens e joias que sua mãe, a Marquesa de Santos, lhe havia deixado em testamento, após a morte da Imperatriz-Viúva D. Amélia.
Do casamento com o Conde von Treuberg nasceram quatro filhos:
Maria Amelie Fischler von Treuberg (1844-1919) (nascida no Rio de Janeiro, Império do Brasil, falecida na Alemanha), casada com o burguês Johann Fischler, pais de Anna Fischler (1873-1938), casada com D. Federico II Boni (nascido em 1858), VII Marquês de Pietrasanta e del Borgo Santa Maria, com descendência
Fernando Fischler, III Conde von Treuberg (1845-1897), casado com Rosine Antonie Therese von Poschinger, com larga descendência na Alemanha e Áustria.
Augusta Maria Fischler von Treuberg (8 de outubro de 1846-16 de agosto de 1909), casada com Maximilian, Barão von Tanzl de Trazberg, com quem teve um filho e cinco filhas (vivia no Castelo de Dietldorf)
Conde Francisco Xavier Fischler von Treuberg (2 de julho de 1855 - 1 de fevereiro de 1933), casado com Karoline von Wendt e depois com Lodovica Manuela Maria von Wendt, com descendência de ambos os casamentos.
É justamente do primeiro casamento que descendo diretamente. Maria Amelie Fischler von Treuberg (1844-1919), casada com o burguês Johann Fischler, pais de Anna Fischler, casada com D. Federico II Boni, VII Marquês de Pietrasanta e del Borgo Santa Maria, sendo pais de D. Severino III Boni (1888-1972), VIII Marquês de Pietrasanta e del Borgo Santa Maria, que tendo casado com a italiana Thereza Vettorazzi, depois fixou sua residência no Sul do Brasil.
Foram pais de D. Frederico Angelo Boni (1919-1993), casado que era com Oliva Rosa Orso, dos Condes d'Orso, tiveram 11 filhos, dos quais destaco minha mãe, Donna Rosa Inês Boni, Nobilie dei Marchesi di Pietrasanta e del Borgo Santa Maria, que por seu casamento com meu pai, Sua Alteza Sereníssima o Príncipe D. Angelo II Gonzaga Trivulzio Galli, 23º Duque e 17º Príncipe de Mesolcina, 17º Príncipe de Mesocco e de Trivulzio-Galli, Príncipe e Vicário Imperial Perpétuo do Sacro Romano Império, 20º Duque d'Alvito, 19º Conde-Duque d'Atina, tornou-se a Duquesa e Princesa-Consorte de Mesolcina, passando assim o Sangue Régio dos Bragança de Portugal e Brasil, Sangue Régio dos Bourbon-Espanha, mas também o sangue nobre português e brasileiro dos Viscondes de Castro, pela Marquesa de Santos, para a Sereníssima Principesca e Ducal Casa de Mesolcina.
domingo, 18 de janeiro de 2026
Brasão do "ramo de Petrópolis" da Casa de Orléans e Bragança
Como o fiel leitor do Corriere della Mesolcina sabe, a Casa de Orléans e Bragança possui dois ramos, um deles, descendente da Princesa D. Isabel I do Brasil e de seu marido o Príncipe Imperial Consorte do Brasil Luiz Gastão d'Orléans, Conde d'Eu, que descende de seu neto, o Príncipe Dom Pedro III Henrique d'Orléans e Bragança, que foi Chefe da Casa Imperial do Brasil de 1921 até 1981, e por isso mesmo constitui o Ramo Imperial, e o outro ramo, apelidado de Ramo de Petrópolis, composto por não dinastas. Em comum os dois ramos tem uma coisa: o sobrenome Orléans e Bragança e o título de Príncipe de Orléans e Bragança.
Hoje falaremos sobre o ramo não dinástico, o "ramo de Petrópolis". Este descende do ex-príncipe Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, que ao nascer gozou dos títulos de Príncipe do Brasil e Príncipe do Grão-Pará, chegando a ser Príncipe Imperial do Brasil após a morte de seu avô, Dom Pedro II, quando sua mãe tornou-se Chefe da Casa Imperial do Brasil, como D. Isabel I. Tal príncipe, porém, renunciou voluntariamente, por si e por sua descendência, a todo e qualquer direito que lhe competia como Príncipe do Brasil, tornando-se, de fato, um plebeu a partir de 30 de outubro de 1908.
Em 1909, estando reunidos os Membros da Casa Real d'Orléans, através do "Pacto de Família de Bruxelas" (que o autor possui uma cópia original), é RECONHECIDO o título de Príncipe de Orléans e Bragança... a pergunta que fica é: se o título foi meramente reconhecido pelo Duque d'Orléans, quem o havia criado? Sabemos que não foi D. Isabel I, utilizando o seu Fons Honorum como Chefe da Casa Imperial do Brasil... Sabemos também que o título foi formalmente CRIADO apenas quando Dom Pedro III Henrique torna-se Chefe da Casa Imperial, após 1921... mas voltemos ao ramo não dinástico dos Orléans e Bragança: este ramo perdeu toda a condição principesca a partir de 1908, recebendo o título de Príncipe de Orléans e Bragança, título esse compartilhado pelos três filhos do Conde d'Eu: Pedro de Alcântara, Dom Luiz, novo Príncipe Imperial do Brasil e Dom Antonio, Príncipe do Brasil.
Como um título reconhecido pela Casa Real d'Orléans, qual o brasão que cabe aos descendentes de Pedro de Alcântara de Orleans e Bragança, já que este, ao renunciar a sua posição como dinasta brasileiro, não mantendo nenhum título até 1909, perdeu também seu brasão d'Armas? O brasão é o seguinte:
Escudo esquartelado, I e IV d'Orléans, que é de blau, três flores-de-lis d'ouro e contra-roquete com um lambel de prata em chefe; II e III as Armas Imperiais do Brasil, tendo em orla 20 estrelas de prata, e por diferença, um lambel de ouro de três pendentes. Sobre o escudo a coroa de Príncipe do Sangue Capetiano, e ao lado do escudo, por suportes, dois leões d'ouro, rompantes, unhados e linguados de goles, com a cabeça resguardante. O conjunto repousa sobre o manto do título nobiliárquico de príncipe do reino de França, timbrado pela Coroa do título nobiliárquico de príncipe do Reino de França (que é igual a de Duque, porém forrada de azul).
Desenho dos brasões por conta do autor: Sua Alteza Sereníssima o Príncipe D. Andrea III Giangiacomo Gonzaga Trivulzio Galli, 24º Duque e 18º Príncipe de Mesolcina e de Mesocco, Príncipe e Vicário Imperial Perpétuo do Sacro Império Romano, 21º Duque de Alvito, 20º Conde-Duque de Atina.
Se quiserem ler mais à respeito, recomendo o Gotha.news: https://www.gotha.news/2025/12/afinal-dom-bertrand-ou-dom-pedro-tiago.html
segunda-feira, 8 de setembro de 2025
Os Príncipes de Mesolcina e os Duques de Alvito: Sucessão Dinástica da Casa de Gonzaga Trivulzio Galli — Heráldica, Soberania e Nobreza do Século XV ao XXI
É com grande prazer que a Casa Principesca de Mesolcina, em nome de Sua Alteza Sereníssima o Príncipe André III Gonzaga Trivulzio Galli, 18º Príncipe de Mesolcina, Mesocco e do Sacro Império Romano-Germânico, 21º Duque de Alvito, apresenta a todos o livro *Os Príncipes de Mesolcina e Duques de Alvito: Sucessão Dinástica da Casa de Gonzaga Trivulzio Galli — Heráldica, Soberania e Nobreza do Século XV ao XXI.
A obra do Professor Agostino Borromeo, Conde de Arona, que a deixou praticamente concluída, mas inacabada no momento de sua morte em 2023, foi revisitada, revisada e agora publicada pelo Professor Dr. John D. Charmley, Doutor em História.
Este estudo apresenta a primeira análise abrangente da história dinástica, sucessão e reconhecimento internacional da Casa Principesca e Ducal de Gonzaga Trivulzio Galli de Mesolcina e Alvito. Rastreando suas origens desde a família Trivulzio de Milão, passando pelo acordo dinástico de 1681 (Bulla Ferrea) confirmado pelo Imperador Leopoldo I, até sua continuação sob os Galli de Alvito, descendentes de capetianos, a obra reconstrói cinco séculos de soberania, heráldica e nobreza.
Baseando-se em fontes de arquivo, decretos imperiais, breves papais, almanaques da nobreza europeia (incluindo o Annuaire de la Noblesse de France) e direito dinástico, o livro demonstra a legitimidade da sucessão da linhagem Trivulzio aos herdeiros Gonzaga Trivulzio Galli. É dada atenção especial aos marcos legais da adoção dinástica, ao status dos feudos imperiais imediatos dentro do Sacro Império Romano-Germânico e ao reconhecimento do status soberano da família pelo Império Austríaco e pelo Reino da Iugoslávia.
O volume inclui biografias críticas de cada Príncipe de Mesolcina (1480-presente), extensas notas de rodapé e apêndices que reproduzem documentos históricos importantes, como o Decreto Imperial de 1681, o reconhecimento austríaco de direitos extraterritoriais de 1880 e o Decreto Real da Iugoslávia de 1920.
Esta obra contribui para os campos dos estudos dinásticos, da heráldica e da história jurídica europeia, ao mesmo tempo que aborda concepções errôneas modernas disseminadas em contextos não acadêmicos. Afirma a Casa de Gonzaga Trivulzio Galli como uma dinastia soberana legítima, com continuidade ininterrupta desde o século XV até os dias atuais.
The Princes of Mesolcina and Dukes of Alvito: Dynastic Succession of the House of Gonzaga Trivulzio Galli — Heraldry, Sovereignty, and Nobility from the 15th to the 21st Century
The work of Professor Agostino Borromeo, Count of Arona, who left it virtually finished, but unfinished at the time of his death in 2023, has been revisited, revised, and now published by Professor Dr. John D. Charmley, PhD in History.
This study presents the first comprehensive analysis of the dynastic history, succession, and international recognition of the Princely and Ducal House of Gonzaga Trivulzio Galli of Mesolcina and Alvito. Tracing its origins from the Trivulzio family of Milan, through the dynastic settlement of 1681 (Bulla Ferrea) confirmed by Emperor Leopold I, to its continuation under the Capetian-descended Galli of Alvito, the work reconstructs five centuries of sovereignty, heraldry, and nobility.
Drawing upon archival sources, imperial decrees, papal briefs, European nobility almanacs (including the Annuaire de la Noblesse de France), and dynastic law, the book demonstrates the legitimacy of succession from the Trivulzio line to the Gonzaga Trivulzio Galli heirs. Particular attention is given to the legal frameworks of dynastic adoption, the status of immediate imperial fiefs within the Holy Roman Empire, and the recognition of the family’s sovereign status by the Austrian Empire and the Kingdom of Yugoslavia.
The volume includes critical biographies of each Prince of Mesolcina (1480–present), extensive footnotes, and appendices reproducing key historical documents such as the 1681 Imperial Decree, the 1880 Austrian recognition of extraterritorial rights, and the 1920 Royal Decree of Yugoslavia.
This work contributes to the fields of dynastic studies, heraldry, and European legal history, while also addressing modern misconceptions spread in non-academic contexts. It affirms the House of Gonzaga Trivulzio Galli as a legitimate sovereign dynasty with uninterrupted continuity from the 15th century to the present day.
segunda-feira, 21 de julho de 2025
Almanach Trivulzio, 2025: O Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina
Estimados Leitores do Corriere della Mesolcina
É com grande prazer que apresentamos a todos o Almanach Trivulzio, 2025: O Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina. Esta é a primeira edição do já tradicional Guia Genealógico da Principesca e Ducal Casa de Gonzaga Trivulzio Galli de Mesolcina e Alvito que é também estendida aos demais descendentes dos Pais da Europa: nome pelo que ficaram conhecidos o Príncipe D. Carlo Emanuele Teodoro Trivulzio, Duque de Mesolcina e Marquês de Melzo e sua esposa, a Princesa D. Caterina Gonzaga, Marquesa de Castel Gofredo, que sendo pais de dois filhos: Sua Alteza Sereníssima o Príncipe D. Giangiacomo Teodoro II Gonzaga Trivulzio, 1º Príncipe de Mesolcina-Retegno-Bettola-Dornberg, 1º Príncipe de Mesolcina, de Mesocco e do Sacro Império Romano (casado com a Princesa D. Giovanna Maria Grimaldi de Mônaco) e Sua Alteza Sereníssima a Princesa D. Ippolita Gonzaga Trivulzio, Princesa Consorte de Mônaco (casada com o Príncipe Onoré II Grimaldi, 1º Príncipe de Mônaco), tornaram-se os ancestrais de praticamente todas as Casas Reais da Europa, bem como, de boa parte das Casas da Alta Nobreza Europeia.
Essa primeira Edição do Guia Genealógico da Casa Principesca de Mesolcina, assim estendida aos demais descendentes dos Pais da Europa, além é claro dos Trivulzio-Galli, sempre mencionados nos anteriores Guias Genealógicos, foi assim então batizada de Almanach Trivulzio, ou, em alemão, Trivulzianischer Almanach.
Tenham acesso completo, e gratuito, ao Almanach Trivulzio:
quarta-feira, 2 de julho de 2025
O Visconde da Ribeira Brava matou El-Rei Dom Carlos I de Portugal?
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| Brasão do Visconde da Ribeira Brava, desenho de S.A.S. o Príncipe D. Andrea Gian Giacomo Gonzaga Trivulzio Galli, 18º Príncipe de Mesolcina, 21º Duque de Alvito |
Estimados Leitores do Corriere della Mesolcina, anos atrás muito foi propagandeado, pelos apoiadores do ex-duque de Loulé (que perdeu seu título por ter-se voltado contra o legítimo Pretendente ao Trono Português, ou seja, Sua Alteza Real o Príncipe D. Duarte Pior de Bragança, Duque de Bragança) que o Visconde da Ribeira Brava, D. Francisco Corrêa de Herédia Jr. antepassado direto da Sra. D. Isabel de Herédia, Duquesa de Bragança, estaria entre os envolvidos com o trágico atentado contra a vida de El-Rei D. Carlos I de Portugal. Agora, com o passar dos anos e o número de apoiadores da causa do ex-duque de Loulé cada vez mais minguados, podemos discutir esse tópico com mais seriedade.
Vamos nos ater aos fatos, não aos boatos: D. Francisco Corrêa de Herédia Jr., Visconde da Ribeira Brava, foi um político português da virada do século XIX. Foi um grande amigo pessoal do Rei D. Luís I e de seu filho, o Rei D. Carlos I de Portugal, recebendo, por isso, o título de 1º Visconde da Ribeira Brava. Todavia, desgostou-se com o Rei D. Carlos quando este entregou o governo de Portugal a João Franco, que achou por bem suspender a constituição e governar sem o Parlamento. A antipatia angariada pelo Rei, mesmo na Alta Classe portuguesa foi tamanha, que muitos monarquistas, e mesmo membros da Nobreza, como o Visconde da Riberira Brava, tornaram-se republicanos e passaram a conspirar para derrubar o governo de João Franco, que apesar de ter sido indicado legitimamente pelo Rei para ser Primeiro-Ministro, autointitulava seu ministério de "ditadura de João Franco", nome pelo qual entrou para a história.
O Visconde da Ribeira Brava não deixou de anunciar o seu descontentamento com a Monarquia, e mesmo o fato de ter se tornando republicano, tendo sido preso, em 28 de janeiro de 1908, com armas na mão, naquilo que ficou conhecido como "O Golpe do elevador da biblioteca", em que tentaram derrubar João Franco. Estando preso, portando, no dia 1º de fevereiro de 1908, quando ocorreu o regicídio que matou El-Rei D. Carlos I e o Príncipe Real. O boato, que tanto circula entre os seus descendentes, como na Casa de Bragança, é que estando o Visconde preso, ficou sabendo por outros republicanos presos com ele de que se armava um atentado contra a Família Real, teria enviado seu filho mais velho, D. Francisco Correa de Herédia, para ir ao Paço Ducal de Vila Viçosa, onde encontrava-se a Família Real, e prevenir El-Rei. D. Francisco foi recebido por El-Rei Dom Carlos, mas este não deu importância à ameaças de regicídios, já que essas naqueles tempos essas vinham em grande quantidade, e mesmo assim desfilou por Lisboa em carruagem aberta, o que possibilitou o regicídio no Terreiro do Paço.
Fato é que D. Francisco Corrêa de Herédia, filho mais velho do Visconde de Ribeira Brava, procurou o 10º Visconde de Asseca, Mordomo-Mor do Palácio Real, para que este mandasse carros fechados apanhar a Família Real na estação de trem que os trazia de Vila Viçosa. O Visconde teria dito que mandaria os carros fechados, mas depois mandou as carruagens abertas, seguindo as ordens de El-Rei D. Carlos, como conta em suas memórias o 6º Marquês de Lavradio, Secretário Privado de El-Rei D. Manuel II.
Fato é que Sua Majestade a Rainha D. Amélia de Orléans, esposa de El-Rei Dom Carlos I e mãe de El-Rei Dom Manuel II, sempre defendeu o Visconde da Ribeira Brava, quando este era acusado por algum cortesão de estar por trás do regicídio. Fato é que a mesma Rainha D. Amélia, quando retornou para visitar Portugal, anos mais tarde, escolheu como seu acompanhante D. Francisco Corrêa de Herédia, filho mais velho do Visconde de Ribeira Brava, tendo sido tal fato propagandeado pela imprensa portuguesa, pois a Rainha poderia ter escolhido a companhia de qualquer um da mais alta Nobreza Portuguesa, mas escolheu justamente o braço do filho mais velho daquele que hoje, é acusado de ter armado a mão de quem lhe matou o marido...
Fato é que sendo republicando, o Visconde da Ribeira Brava comemorou a proclamação de república e deixou de usar o título de Visconde que lhe foi concedido pelo Rei, pedindo em seu testamento que seus descendentes não se fizessem encartar no mesmo título, o que até hoje é respeitado pela família Herédia.
Fato é que o Ribeira Brava foi morto em 1918, pelo mesmo governo republicano que ele tanto esperava ver em Portugal... Esses são os fatos... além disso, o restante são apenas boatos.
Por Sua Alteza Sereníssima o Príncipe D. Andrea Gian Giacomo Gonzaga Trivulzio Galli, 18º Príncipe de Mesolcina, de Mesocco, de Trivulzio-Galli e do Sacro Império Romano-Germânico, 21º Duque de Alvito, 20º Conde-Duque de Átina, etc.
Para citação na ABNT: GONZAGA TRIVULZIO GALLI, Andrea Giangiacomo, Príncipe de Mesolcina, Duque de Alvito. "O Visconde da Ribeira Brava matou El-Rei Dom Carlos I de Portugal?". Corriere della Mesolcina, 2025

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