Creio que todos os especialistas na genealogia dos descendentes de Sua Majestade Imperial e Fidelíssima o Imperador Dom Pedro I do Brasil e IV de Portugal, Duque de Bragança e de Beja, tenham um especial carinho pela descendência que este teve com a Sra. Marquesa de Santos, Domitila de Castro Canto e Melo, filha dos primeiros Viscondes de Castro e irmã do 2º Visconde de Castro. Sabemos que Dom Pedro I e IV teve da Marquesa de Santos cinco filhos, dos quais Sua Majestade legitima e perfilha apenas a primeira filha, Isabel Maria de Alcântara Brasileira, que pelo Decreto Imperial de 24 de maio de 1826 recebeu o título de Duquesa de Goiás com o tratamento de Alteza e tratamento de Dona, passando assim oficialmente a ser Sua Alteza Dona Isabel Maria de Alcântara Brasileira, Duquesa de Goiás.
Isso foi um caso único, pois mesmo que Dom Pedro tenha legitimado também a última filha que teve com a Marquesa, no caso Maria Isabel de Alcântara e Bourbon, esta foi meramente legitimada, mas não foi perfilhada, como aconteceu com Sua Alteza a Duquesa de Goiás, pois não recebeu o tratamento de Alteza nem recebeu um título ao nascer, recebeu sim um sobrenome dado por seu pai Alcântara e Bourbon, mas note-se que nem a Duquesa de Goiás nem Maria Isabel recebem o sobrenome dinástico da Casa Imperial e Real: Bragança. No caso de Maria Isabel de Alcântara e Bourbon, esta apenas recebeu um título quando casou-se com Pedro Caldeira Brant, Conde de Iguaçu, tornando-se então Condessa de Iguaçu por seu matrimônio.
E foi conversando justamente com o famoso e muito respeitado monarquista Felisbesto Caldeira Brant, representante do título de Conde de Iguaçu, descendente direto da Condessa Maria Isabel de Alcântara e Bourbon, que ele questionou-me sobre o fato de que éramos primos pelo lado da Marquesa de Santos, e de fato somos: Felisbesto Caldeira Brant Neto pelo ramo dos Condes de Iguaçu, e eu mesmo, Andrea Gian Giacomo Teodoro Gonzaga Trivulzio Galli, 24º Duque e 18º Príncipe de Mesolcina, Príncipe de Mesocco, Príncipe de Trivulzio-Galli, Príncipe e Vicário Imperial Perpétuo do Sacro Império Romano, 21º Duque d'Alvito, 20º Conde-Duque d'Atina, 25º Marquês de Melzo, pelo ramo da Duquesa de Goiás e Condessa de Treuberg (conhecido na genealogia como "Ramo Goiás-Treuberg").
Uma curiosidade sobre Sua Alteza a Duquesa de Goiás é que no ato da legitimação régia, Dom Pedro I e IV afirma ser ele o pai, porém "de mãe desconhecida", de modo que a jovem Duquesa de Goiás não sabia ser filha da tão falada Marquesa de Santos. Na nossa tradição familiar sempre soubemos que esta nossa antepassada, que foi criada no Palácio Imperial de São Cristóvão, e brincava desde criança com seu meio-irmão Dom Pedro II, pensava ser filha de um caso que seu pai, Dom Pedro I teria tido com uma Nobre logo após o falecimento da Imperatriz D. Leopoldina (pois mesmo no Decreto Imperial que a reconheceu se deu a entender que a Duquesa tinha dois anos a menos do que realmente tinha), de modo que seria assim uma filha natural legitimada, diferente dos filhos que Dom Pedro I teve com a Marquesa de Santos e com a irmã dessa, a Baronesa de Sorocaba, todos filhos bastardos.
A Duquesa, sem saber de sua verdadeira origem, foi mandada para estudar em Paris, e lá casou-se com o Conde alemão Ernest Joseph Johann Fischer, II Conde von Treuberg, II Barão von Holzern. Esse casamento foi possível pela vontade da Imperatriz-Viúva D. Amélia do Brasil, que escreveu a D. Pedro II e aos demais membros de sua própria família, onde fez-se uma subscrição financeira para dar um bom dote à Duquesa. Com tal dote e o fato de ser filha legitimada do Imperador do Brasil e Rei de Portugal, com o tratamento de Alteza, possibilitou o casamento com o Conde von Treuberg, que era dono de um castelo belíssimo, onde antes havia se situado a abadia de Holzern.
Cumprindo a determinação de Dom Pedro I e IV, vai ser só após a morte deste e com a idade avançada da Imperatriz Dona Amélia (que de fato irá criar a Duquesa de Goiás como filha), que a Condessa de Iguaçu, sua irmã, manda-lhe cartas contando que a mãe da Duquesa era a Marquesa de Santos. Como sempre foi contado em nossa família, a Duquesa de Goiás e Condessa von Treuberg não acreditou, de modo que foi necessário que o Conde de Iguaçu lhe enviasse as cartas trocadas entre Dom Pedro I e a Marquesa de Santos, para a convencer de que era filha da Marquesa. Isso causou um grande choque a minha hexa-avó, que até então acreditava na versão que Dom Pedro I havia ordenado que se contasse, que era uma filha legítima do Imperador. A descoberta pela enteada causou grande desgosto na Imperatriz D. Amélia, que censurou a Condessa de Iguaçu, de modo que Sua Alteza a Duquesa de Goiás apenas aceitou os bens e joias que sua mãe, a Marquesa de Santos, lhe havia deixado em testamento, após a morte da Imperatriz-Viúva D. Amélia.
Do casamento com o Conde von Treuberg nasceram quatro filhos:
Maria Amelie Fischler von Treuberg (1844-1919) (nascida no Rio de Janeiro, Império do Brasil, falecida na Alemanha), casada com o burguês Johann Fischler, pais de Anna Fischler (1873-1938), casada com D. Federico II Boni (nascido em 1858), VII Marquês de Pietrasanta e del Borgo Santa Maria, com descendência
Fernando Fischler, III Conde von Treuberg (1845-1897), casado com Rosine Antonie Therese von Poschinger, com larga descendência na Alemanha e Áustria.
Augusta Maria Fischler von Treuberg (8 de outubro de 1846-16 de agosto de 1909), casada com Maximilian, Barão von Tanzl de Trazberg, com quem teve um filho e cinco filhas (vivia no Castelo de Dietldorf)
Conde Francisco Xavier Fischler von Treuberg (2 de julho de 1855 - 1 de fevereiro de 1933), casado com Karoline von Wendt e depois com Lodovica Manuela Maria von Wendt, com descendência de ambos os casamentos.
É justamente do primeiro casamento que descendo diretamente. Maria Amelie Fischler von Treuberg (1844-1919), casada com o burguês Johann Fischler, pais de Anna Fischler, casada com D. Federico II Boni, VII Marquês de Pietrasanta e del Borgo Santa Maria, sendo pais de D. Severino III Boni (1888-1972), VIII Marquês de Pietrasanta e del Borgo Santa Maria, que tendo casado com a italiana Thereza Vettorazzi, depois fixou sua residência no Sul do Brasil.
Foram pais de D. Frederico Angelo Boni (1919-1993), casado que era com Oliva Rosa Orso, dos Condes d'Orso, tiveram 11 filhos, dos quais destaco minha mãe, Donna Rosa Inês Boni, Nobilie dei Marchesi di Pietrasanta e del Borgo Santa Maria, que por seu casamento com meu pai, Sua Alteza Sereníssima o Príncipe D. Angelo II Gonzaga Trivulzio Galli, 23º Duque e 17º Príncipe de Mesolcina, 17º Príncipe de Mesocco e de Trivulzio-Galli, Príncipe e Vicário Imperial Perpétuo do Sacro Romano Império, 20º Duque d'Alvito, 19º Conde-Duque d'Atina, tornou-se a Duquesa e Princesa-Consorte de Mesolcina, passando assim o Sangue Régio dos Bragança de Portugal e Brasil, Sangue Régio dos Bourbon-Espanha, mas também o sangue nobre português e brasileiro dos Viscondes de Castro, pela Marquesa de Santos, para a Sereníssima Principesca e Ducal Casa de Mesolcina.

,%20Conde%20d'Eu,%20Pr%C3%ADncipes%20da%20Casa%20Imperial%20do%20Brasil.png)



%20-%20anjos.png)
.png)