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domingo, 18 de janeiro de 2026

Brasão do "ramo de Petrópolis" da Casa de Orléans e Bragança

Como o fiel leitor do Corriere della Mesolcina sabe, a Casa de Orléans e Bragança possui dois ramos, um deles, descendente da Princesa D. Isabel I do Brasil e de seu marido o Príncipe Imperial Consorte do Brasil Luiz Gastão d'Orléans, Conde d'Eu, que descende de seu neto, o Príncipe Dom Pedro III Henrique d'Orléans e Bragança, que foi Chefe da Casa Imperial do Brasil de 1921 até 1981, e por isso mesmo constitui o Ramo Imperial, e o outro ramo, apelidado de Ramo de Petrópolis, composto por não dinastas. Em comum os dois ramos tem uma coisa: o sobrenome Orléans e Bragança e o título de Príncipe de Orléans e Bragança.


Hoje falaremos sobre o ramo não dinástico, o "ramo de Petrópolis". Este descende do ex-príncipe Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, que ao nascer gozou dos títulos de Príncipe do Brasil e Príncipe do Grão-Pará, chegando a ser Príncipe Imperial do Brasil após a morte de seu avô, Dom Pedro II, quando sua mãe tornou-se Chefe da Casa Imperial do Brasil, como D. Isabel I. Tal príncipe, porém, renunciou voluntariamente, por si e por sua descendência, a todo e qualquer direito que lhe competia como Príncipe do Brasil, tornando-se, de fato, um plebeu a partir de 30 de outubro de 1908.


Em 1909, estando reunidos os Membros da Casa Real d'Orléans, através do "Pacto de Família de Bruxelas" (que o autor possui uma cópia original), é RECONHECIDO o título de Príncipe de Orléans e Bragança... a pergunta que fica é: se o título foi meramente reconhecido pelo Duque d'Orléans, quem o havia criado? Sabemos que não foi D. Isabel I, utilizando o seu Fons Honorum como Chefe da Casa Imperial do Brasil... Sabemos também que o título foi formalmente CRIADO apenas quando Dom Pedro III Henrique torna-se Chefe da Casa Imperial, após 1921... mas voltemos ao ramo não dinástico dos Orléans e Bragança: este ramo perdeu toda a condição principesca a partir de 1908, recebendo o título de Príncipe de Orléans e Bragança, título esse compartilhado pelos três filhos do Conde d'Eu: Pedro de Alcântara, Dom Luiz, novo Príncipe Imperial do Brasil e Dom Antonio, Príncipe do Brasil. 


Como um título reconhecido pela Casa Real d'Orléans, qual o brasão que cabe aos descendentes de Pedro de Alcântara de Orleans e Bragança, já que este, ao renunciar a sua posição como dinasta brasileiro, não mantendo nenhum título até 1909, perdeu também seu brasão d'Armas? O brasão é o seguinte:

Escudo esquartelado, I e IV d'Orléans, que é de blau, três flores-de-lis d'ouro e contra-roquete com um lambel de prata em chefe; II e III as Armas Imperiais do Brasil, tendo em orla 20 estrelas de prata, e por diferença, um lambel de ouro de três pendentes. Sobre o escudo a coroa de Príncipe do Sangue Capetiano, e ao lado do escudo, por suportes, dois leões d'ouro, rompantes, unhados e linguados de goles, com a cabeça resguardante. O conjunto repousa sobre o manto do título nobiliárquico de príncipe do reino de França, timbrado pela Coroa do título nobiliárquico de príncipe do Reino de França (que é igual a de Duque, porém forrada de azul). 


Desenho dos brasões por conta do autor: Sua Alteza Sereníssima o Príncipe D. Andrea III Giangiacomo Gonzaga Trivulzio Galli, 24º Duque e 18º Príncipe de Mesolcina e de Mesocco, Príncipe e Vicário Imperial Perpétuo do Sacro Império Romano, 21º Duque de Alvito, 20º Conde-Duque de Atina


Se quiserem ler mais à respeito, recomendo o Gotha.news: https://www.gotha.news/2025/12/afinal-dom-bertrand-ou-dom-pedro-tiago.html