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segunda-feira, 5 de junho de 2023

Brasões dos atuais Membros da Real Casa di Savoia

 Fieis Leitores do Corriere della Mesolcina, hoje os irei aborrecer escrevendo sobre os atuais Membros da Real Casa di Savoia, bem como, mostrando seus brasões d'Armas.


A Casa di Savoia foi a Casa Real da Sardenha e Principesca do Piemonte, bem como, Ducal da Região da Savoia e Nice, todas essas, pretensões verdadeiramente legítimas. O mesmo não pode ser dito sobre as pretensões dos Savoia ao título de "Rei da Itália", uma vez que a Unificação Italiana não obteve a aprovação ou concordância dos demais Monarcas Italianos (como os Reis das Duas Sicílias ou do Lombardo-Vêneto, o Grão-Duque da Toscana, os Duques de Parma, Mesolcina ou Modena, nem de Sua Santidade o Papa, Soberano não apenas da Cidade de Roma, mas de todo o Reino dos Estados Pontifícios). Neste ponto, a unificação italiana foi totalmente diferente da Unificação Alemã abaixo da Casa da Prússia, que contou com a concordância de todos os demais Monarcas alemães. 


Por este motivo, iremos nos referir à Real Casa di Savoia em suas pretensões ao Trono da Sardenha, por este lhe ser legítimo, mas é claro, que os Fieis leitores devem assim entender todas as demais pretensões desta Família. 


Quando do processo unificatório acima visto ocorreu, o assim chamado "Estatuto Albertino", promulgado pelo Rei Carlo Alberto I di Savoia, Rei da Sardenha, tornou-se a Constituição do unificado Reino da Itália. Esta mesma Constituição previa que todos os Príncipes da Casa di Savoia deveriam casar-se apenas com mulheres provenientes da Nobreza, e após receber o Consentimento Real, concedido pelo Chefe da Real Casa, caso contrário, o casamento seria inválido para finalidades sucessórias, e o Príncipe que casar-se violando estas regras perderia todos os títulos, direitos e tratamentos como Príncipe, e seus filhos nasceriam plebeus. 


O último Rei da Casa di Savoia foi o Rei Umberto II, deposto após o fim da II Guerra Mundial, em 1946. Seu único filho, S.A.R. o Príncipe de Nápoles e Piemonte, Vittorio Emanuele di Savoia, casou-se em 1970 com a plebeia Marina Racolfi Doria, uma suíça de origem italiana, contrariando a vontade do pai, que declarou expressamente que o filho perdeu o status de Sua Alteza Real, bem como os títulos de Príncipe de Piemonte e de Nápoles, de Savoia e da Sardenha, bem como qualquer direito aos Tronos um dia já herdados pelo Chefe da Casa de Savoia.


O próximo na Linha de Sucessão, após o ex Príncipe de Nápoles era seu primo, S.A.R. o Príncipe Amedeu Umberto di Savoia, Duque d'Aosta, que, a partir do casamento desigual do primo, e por vontade de Sua Majestade o Rei Umberto II, tornou-se o novo Príncipe do Piemonte. 


O Duque d'Aosta e Príncipe do Piemonte casou-se com Sua Alteza a Princesa do Sangue Claudia d'Orléans, com a Aprovação Real necessária. Deste casamento nasceu Sua Alteza Real o Príncipe Aimone Umberto di Savoia, que ao nascer recebeu o título de Duque delle Puglie, que, ao completar 15 anos, recebeu de Sua Majestade o Rei Umberto II o Colar da Suprema Ordem da Santíssima Anunciada e a Grã-Cruz da Ordem dos Santos Maurício e Lázaro. 


Após a morte de Sua Majestade o Rei Umberto II, o Duque d'Aosta e Príncipe do Piemonte torna-se o XXI Chefe da Casa de Savoia, e assume o título de Duque de Savoia e d'Aosta, passando o título de Príncipe do Piemonte ao filho, Aimone Umberto.


O novo Príncipe do Piemonte casa-se em 2008 com S.A.R. a Princesa Olga da Grécia e da Dinamarca, filha de S.A.R. o Príncipe Michele da Grécia e da Dinamarca, e de sua esposa. Tal casamento, realizado entre Príncipes, e com o Real consentimento conferido por seu pai, o Duque de Savoia e d'Aosta, cumpriu perfeitamente as regras do Estatuto Albertino.


O Casal teve três filhos, sendo estes:

- Sua Alteza Real o Príncipe Umberto, intitulado, ao nascer, Duque delle Puglie.

- Sua Alteza Real o Príncipe Amedeo, intitulado ao nascer Duque degli Abruzzi, e

- Sua Alteza Real a Princesa Isabela Vita Maria, Princesa di Savoia. 


Após o ano de 2021, com a morte de Sua Alteza Real o Príncipe Amedeo, Duque de Savoia e d'Aosta, seu filho, Aimone assume os títulos de Duque de Savoia e Duque d'Aosta, passando o título de Príncipe do Piemonte ao filho mais velho, anteriormente S.A.R. o Duque delle Puglie. 


Brasões dos atuais Membros da Real Casa di Savoia:


Brasão de S.A.R. o Príncipe Aimone di Savoia, Duque d'Aosta e de Savoia, Chefe da Real Casa di Savoia.



Brasão de S.A.R. a Princesa Olga da Grécia e Dinamarca, Duquesa d'Aosta e de Savoia.

Brasão de S.A.R. o Príncipe Umberto di Savoia-Aosta, Príncipe do Piemonte



Brasão de S.A.R. o Príncipe Amedeo Michele di Savoia-Aosta, Duque degli Abruzzi

Brasão de S.A.R. a Princesa Isabela Vita Maria di Savoia-Aosta, Princesa de Savoia 

Para não darmos uma impressão de partidarismo, o que não é verdade, aqui colocamos os brasões do ex Príncipe de Nápoles, e de seu filho.

Brasão de Vittorio Emanuele de Carignano, filho do Rei Umberto II, como Cavaleiro da Suprema Ordem da Santíssima Anunciada.



Brasão de Emanuele Filiberto de Carignano, do ramo morganático.


Por Sua Alteza Sereníssima o Príncipe
Don Andrea Gian Giacomo Gonzaga Trivulzio Galli, Príncipe de Mesolcina, Duque d'Alvito, Príncipe do Sacro Império Romano-Germânico.

Para falar com o autor, escreva para: mesolcina.it@gmail.com 

segunda-feira, 29 de maio de 2023

Blog del Principe di Mesolcina e Duca di Alvito


 Fiéis Leitores do Corriere della Mesolcina! Após muitos anos escrevendo textos em diversos idiomas, decidi criar um Blog apenas para publicações em língua italiana (não sei se todos sabem, mas sou um cidadão italiano, que vivo no Brasil).


Desta forma, para melhor praticar a minha língua materna, que já está sendo quase que esquecida por mim, decidi criar o Blog del Principe di Mesolcina e Duca di Alvito, que estará a disposição neste link: www.mesolcina-alvito.com caso você saiba ler em italiano... 


As postagens em língua portuguesa irão continuar normalmente aqui no Corriere della Mesolcina, porém, julguei que já estava realmente na hora, de passar a publicar a história de minha Família a Casa de Gonzaga Trivulzio Galli, de meus antepassados, os Príncipes de Mesolcina, Duques d'Alvito e Marqueses de Castel Goffredo na língua destes meus antepassados.


Boa leitura a todos!


Att.


S.A.S. o Príncipe Don Andrea Giangiacomo Gonzaga Trivulzio Galli

Príncipe de Mesolcina, Duque d'Alvito, Príncipe do Sacro Império Romano, etc.


Para manter contato com o autor, escreva para mesolcina.it@gmail.com

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Sua Alteza Real o Duque de Bragança é meu primo...


Caros Leitores do Corriere della Mesolcina. Alguns de vós tem tido curiosidade, do motivo pelo qual sempre busco demonstrar a heráldica, bem como, partes da genealogia da Sereníssima Casa de Bragança. A resposta é simples, é pelo fato de ser um heraldista e genealogista, a parte de minha formação acadêmica em Direito e História... Mas também é pelo fato, de que, pelo meu lado materno, sou primo em 7º grau de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Duarte Pio, Duque de Bragança.


Minha mãe, Sua Alteza Sereníssima a Princesa Dona Rosa Inês Orso Boni, Princesa e Duquesa Consorte de Mesolcina, esposa de meu Augusto Pai, Sua Alteza Sereníssima o Príncipe Don Angelo II Gonzaga Trivulzio-Galli, que antes de abdicar em mim, seus Direitos Dinásticos por questões de saúde, foi o 17º Príncipe e Duque de Mesolcina, e filha do Excelentíssimo Marquês Don Frederico Angelo Boni del Leone Rompante, e de sua esposa, a Condessa Oliva Rosa Orso, meus avós maternos. Minha avó era filha do Excelentíssimo Conde Luigi Maria Orso, filho por sua vez do Excelentíssimo Conde Giovanne Maria Orso, e de sua esposa, a Condessa Lugia Baldissera, que era filha do Conde Francesco Baldissera, filho do Conde Giacomo Baldissera, filho do Conde Francesco Baldissera, filho do Conde Zuanne Baldissera, filho do Conde Domenico Baldissera, irmão do Conde Antonio Baldissera, que foi pai do Conde Domenico Baldissera, pai do Conde Luigi Baldissera, pai do Conde Antonio Baldissera, pai do Conde Luigi Baldissera, pai do Conde Francesco Innocente Baldissera, pai do Conde Frank A. Baldissera, pai da Condessa Stephania Baldissera, que foi casada com Charles Warren, filho de Philippe Warren, marido de Maria Lucia Pinzon, filha de Jorge Pinzon y Barco, filho de Paulo Pinzon y Castilla, filho de Mario Laserna Pinzon e de sua esposa Sua Alteza Sereníssima a Princesa von Schönburg-Harstenstein, que foi filha de Sua Alteza Sereníssima o Príncipe Alexander von Schönburg-Harstenstein, filho de Sua Alteza Sereníssima o Príncipe Alois von Schönburg-Harstenstein, filho de Sua Alteza Sereníssima a Princesa Carolina Maria Josepha von und zu Liechtenstein, irmã de Sua Alteza Sereníssima a Princesa Sophie Marie Gabriela von und zu Liechtenstein, que foi esposa de Sua Alteza Sereníssima o Príncipe Karl zu Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, irmão de Sua Majestade Fidelíssima a Rainha de Portugal Dona Adelaide zu Löwenstein-Wertheim-Rosenberg, esposa de Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Miguel I de Portugal, ambos pais de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Miguel II de Portugal, pai de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Duarte Nuno de Bragança, Duque de Bragança, marido de Sua Alteza Real a Princesa Dona Francisca de Orléans e Bragança, ambos pais de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Duarte Pio, Duque de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa.


É óbvio que o meu caro leitor deve ter percebido que utilizei a minha via genealógica mais distante, para chegar até S.A.R. o Príncipe D. Duarte Pio, Duque de Bragança, que, por esta via, fica sendo meu primo em 7º grau... é óbvio que, sem grande esforço ao estudar a genealogia da Sereníssima e Magnífica Casa de Gonzaga Trivulzio Galli de Mesolcina, Alvito e Castel Goffredo, se chagariam a dezenas de outras formas de parentesco bem mais próximas... mas então, porque motivo descrevo a mais extensa?


É para que vejam que primos, todos os Príncipes que tem de origem na realeza europeia são... isso não é segredo para ninguém. Então, porque motivo eu escrevo sobre a Casa Real Portuguesa, e aqui publico seus brasões? É simples... bem mais simples do que as teias da genealogia, e dos laços de sangue que nos prendem: escrevo pois sou Monarquista até a medula dos ossos, e creio firmemente na Causa Real Portuguesa, que há alguns anos, vem enfrentando tantas dificuldades com falsos "pretendentes ao extinto trono de Portugal", mesmo sem se darem por conta, do ridículo das pretensões que se levantam contra meu Primo, Sua Alteza Real o Duque de Bragança.


Sua Alteza Sereníssima

o Príncipe D. Andrea Federico Albert Gian Giacomo Teodoro Pio Valente Giuseppe Maria Paolo Gonzaga Trivulzio Galli,

18º Príncipe e Duque de Mesolcina, 21º Conde-Duque d'Alvito, Marquês de Castel Goffredo, Príncipe do Sangue Capetiano, Príncipe do Sacro Império Romano-Germânico, etc. etc.

Chefe da Sereníssima Principesca e Ducal Casa de Mesolcina.


Para falar com Sua Alteza Sereníssima o Príncipe e Duque de Mesolcina, envie e-mail para o Secretariado Privado do Príncipe, através do e-mail mesolcina.it@gmail.com.  

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Brasões dos Membros da Casa Real Portuguesa

 Estimados Leitores do Corriere della Mesolcina, ontem recebi um espetacular vetor, criado especialmente para mim, pelo grande desenhista Gabriel Ferraz.


Encomendei a ele o desenho da Coroa de Dom João I do Brasil (Imperador titular do Brasil em virtude do Tratado do Rio de Janeiro, de 1825), e VI de Portugal (anteriormente, também denominado Dom João VI do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves). 


Esta coroa foi feita no Brasil, com ouro brasileiro, e com ela foi coroada um Rei-Imperador Brasileiro: Dom João I, mesmo assim, com a volta de Sua Majestade Fidelíssima para Portugal, em 1821, esta coroa seguiu para Portugal, onde encontra-se até hoje, tendo tornado-se a Coroa do Reino de Portugal. Esta é uma foto dessa magnífica coroa:




Para a minha alegria, o Sr. Gabriel Ferraz é um desenhista realmente esplêndido, e o vetor da coroa que ele fez, exclusivamente para mim, ficou tão perfeito, que ninguém diz tratar-se de um vetor, mas sim de uma foto! vejam essa maravilha (as tarjas estão aí, justamente para mantermos nosso contrato de exclusividade de uso):




Com esse magnífico vetor, que é o mais perfeito e fiel àquela que tornou-se a Coroa do Reino de Portugal, consegui trabalhar em criar toda a linha de coroas da Família Real Portuguesa, como veremos a seguir:


Brasão de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Duarte III Pio de Bragança e Orléans-Bragança, Duque de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa, Cavaleiro da Insigne Ordem do Tosão de Ouro, Grão-Mestre das Reais Ordens Portuguesas.

Sua Alteza Real o Duque de Bragança leva as Armas plenas de Portugal. 


Brasão de Armas de Sua Alteza Real a Princesa Dona Isabel Inês de Castro Curvello de Herédia, Duquesa Consorte de Bragança, Grã-Mestra da Ordem das Damas da Rainha Santa Isabel. 

Escudo, segundo a tradição das Rainhas de Portugal, partido, I as Armas de Portugal, II as Armas de Herédia, que são de goles, 5 castelos de prata, iluminados e abertos de blau, em 2-1-2. Ao redor do escudo a banda da Ordem de Santa Isabel.

Brasão de Sua Alteza Real o Infante Dom Afonso Miguel Gabriel Rafael de Bragança e Herédia, Príncipe da Beira, Duque de Guimarães. 

Escudo de Portugal, com a diferença de um lambel d'ouro de três pendentes. Ao redor do escudo a banda de Grã-Cruz da Ordem de N.S. da Conceição de Vila Viçosa. O conjunto repousa sobre um manto de goles, forrado de arminhos, recolhido e amarrado d'ouro, timbrado pela Coroa do Príncipe Real. 


Ao longo dos anos, o título do Príncipe Herdeiro da Coroa Portuguesa mudou diversas vezes; o primeiro título a ele atribuído foi o de Príncipe de Portugal; após uma decisão do Rei Dom João IV, o Príncipe Herdeiro passou a ter o título de Príncipe do Brasil, sendo que, o herdeiro do Príncipe do Brasil passou a ter o título de Príncipe da Beira. O título de Príncipe do Brasil deixou de existir, com a criação do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, onde o Príncipe Herdeiro passou a ter o título de Príncipe Real de Portugal, Brasil e Algarves. Após o reconhecimento da Independência do Império do Brasil do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, pelo Tratado do Rio de Janeiro, de 1825, o título do Príncipe Herdeiro passou a ser o de Príncipe Real, sendo que o Príncipe da Beira passou a ser o título do herdeiro do Príncipe Real.

Após a morte de Sua Majestade Fidelíssima El-Rei Dom Manuel II, houve uma nova redistribuição nos títulos dos Membros da Casa Real, porém não na heráldica dos pretendentes aos mesmos postos. Assim, o filho mais velho e herdeiro do Monarca ou do Chefe da Casa Real, deixou de ter o título de Príncipe Real, e passou a ter o título de Príncipe da Beira, como visto acima. Desta forma o Príncipe da Beira passou a levar o lambel de ouro do Príncipe Herdeiro. Quando o Príncipe da Beira tiver um filho varão, seu herdeiro, este receberá o título de Duque de Barcelos, e receberá as seguintes Armas:

Brasão d'Armas de Sua Alteza Real, o futuro Duque de Barcelos (antigo brasão do Príncipe da Beira)

Escudo de Portugal, com a diferença de um lambel d'ouro de três pendentes cada um carregado d'uma rosa de goles, abotoada d'ouro. Ao redor do escudo a banda de Grã-Cruz da Ordem de N.S. da Conceição de Vila Viçosa (caso o Duque de Barcelos a venha a receber). O conjunto repousa sobre um manto de goles, forrado de arminhos, recolhido e amarrado d'ouro, timbrado pela Coroa com um dois aros, ambos visíveis, sobre os quais repousa o orbi com a cruz (antiga coroa do Príncipe da Beira)




Brasão de Sua Alteza o Sereníssimo Infante Dom Dinis Miguel Gabriel Rafael de Bragança e Herédia, Primeiro Infante de Portugal, Duque do Porto, Senhor do Infantado. 

Escudo de Portugal, com a diferença de um lambel d'ouro de três pendentes, com as Armas dos Herédia no terceiro pendente. Ao redor do escudo a banda de Grã-Cruz da Ordem de N.S. da Conceição de Vila Viçosa. Coroa de Infante de Portugal.

Brasão de Sua Alteza a Sereníssima Infanta Dona Maria Francisca Isabel de Bragança e Herédia, Infanta de Portugal, Duquesa de Coimbra, após seu casamento com o Dr. Duarte de Sousa de Araújo Martins. 

Adarga feminina, partida, I para seu esposo, II as Armas de Portugal, por ser filha de S.A.R. o Duque de Bragança. Ao redor do escudo a banda da Ordem de Santa Isabel. Coroa de Infanta de Portugal.


Brasão de Sua Alteza o Sereníssimo Infante Dom Miguel Rafael Gabriel de Bragança e Orléans-Bragança, Infante de Portugal, Duque de Viseu. 

Escudo de Portugal, com a diferença de um lambel d'ouro de três pendentes, com as Armas do Império do Brasil no terceiro pendente. Ao redor do escudo a banda de Grã-Cruz da Ordem de N.S. da Conceição de Vila Viçosa. Coroa de Infante de Portugal.


Apenas para exemplificação da heráldica real portuguesa, o brasão do falecido Infante Dom Henrique Nuno de Portugal, Duque de Coimbra (falecido em 2016). 

Como visto acima, o primeiro Infante de cada geração, utiliza as Armas de sua mãe no terceiro pendente do lambel (primeiro da sinistra para a destra). No caso do segundo Infante, o mesmo brasão materno no terceiro pendente, e outro elemento do brasão materno no primeiro pendente (sempre deixando livre o pendente do meio, que fica sobre a primeira Quina de Portugal). Será apenas um eventual terceiro Infante que utilizará partes do escudo materno nos três pendentes do lambel, iniciando no 3º, no 1º e finalmente, no central. 

No caso do Duque de Coimbra, por ser este filho de Sua Alteza Real a Princesa Dona Maria Francisca de Orléans e Bragança, filha que foi do Príncipe Don Pedro de Orléans e Bragança, Conde d'Eu, no 3º pendente do brasão do falecido Duque de Coimbra estavam as Armas do Império do Brasil (como no caso de seu irmão, o Duque de Viseu), e as Armas dos Orléans-Eu no 1º pendente. 



Texto, desenhos e propriedade dos mesmos de Sua Alteza Sereníssima o Príncipe D. Andrea Gian Giacomo Teodoro Pio Valente Gonzaga Trivulzio Galli, 18º Príncipe e Duque de Mesolcina e do Sacro Império Romano, 21º Conde-Duque de Alvito, Marquês de Castel Goffredo, Conde de Melzo, etc, Chefe da Sereníssima e Magnífica Principesca e Ducal Casa de Mesolcina.  

Para falar com Sua Alteza Sereníssima o Príncipe e Duque de Mesolcina, envie e-mail para o Secretariado Privado do Príncipe, através do e-mail mesolcina.it@gmail.com. 

sexta-feira, 3 de março de 2023

Anuário da Principesca e Ducal Casa de Gonzaga Trivulzio Galli, de Mesolcina, Alvito e Castel Goffredo, ano de 2023

 Temos a alegria de publicar o Guia Genealógico da Sereníssima e Magnífica Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, da Raça do Sangue Capetíngio.


Esta edição manter-se-á como o Guia Genealógico Oficial da Casa e Família de Gonzaga Trivulzio Galli (Mantova, Mesolcina, Alvito e Dreux), e inicia-se com uma introdução, seguido pela Genealogia Capetíngia completa, ou seja, desde o Rei Hugo I, O Capeto, Rei de França, até os atuais Membros da Família.

Em sequência a genealogia completa da Casa de Trivulzio, do Rei Arald I da Dinamarca até os atuais Príncipes de Mesolcina. Como explicado na primeira genealogia, os atuais Príncipes e Duques de Mesolcina são de Varonia Capetíngia, então entre o fundador da primeira linhagem Trivulziana, até a atual, que é a terceira, há duas quebras de varonia.

Após as genealogias se expõe o título completo de Sua Alteza Magnífica e Sereníssima o Duque de Mesolcina, títulos dos demais Membros da Casa Ducal e Principesca, e, após estes, a lista de Ordens Dinásticas de Cavalaria que ainda são concedidas, por Sua Alteza Magnífica e Sereníssima, até nossos dias, com um breve apanhado de cada uma delas. 


A edição de 2023 ficará em pleno e oficial vigor até que seja lançada uma nova edição, que apenas se fará quando existirem mudanças genealógicas (casamentos, nascimentos e mortes) que justifiquem um novo Guia para a Casa de Mesolcina.


(basta clicar na imagem da capa para ver o livro, que tem 103 páginas) 



Para falar com Sua Alteza Sereníssima o Príncipe e Duque de Mesolcina, envie e-mail para o Secretariado Privado do Príncipe, através do e-mail mesolcina.it@gmail.com 

quarta-feira, 1 de março de 2023

Os Direitos Dinásticos do "Ramo de Petrópolis" ao Trono da França

Por Sua Alteza Sereníssima o Príncipe Don Andrea Federico Albert Giangiacomo Teodoro Pio Valente Giuseppe Maria Gonzaga Trivulzio-Galli, Príncipe do Real Sangue Capetiano, Duque de Mesolcina, Conde-Duque d'Alvito, Marquês de Castel Goffredo, Conde de Dreux, Visconde de Beu, Conde de Melzo, etc.


 Sei que, entre os monarquistas brasileiros, há quase que uma completa aderência ao chamado "Ramo de Vassouras" da Dinastia Imperial Brasileira, e eu mesmo, incluo-me entre estes. Todavia, o ramo primogênito da Princesa Dona Isabel de Bragança, Princesa Imperial do Brasil e o Príncipe do Sangue Luiz Gastão d'Orléans, Conde d'Eu, conservam sim direitos dinásticos ao Trono: da França!


E aqui vão duas direções também opostos. Há aqui no Brasil muitos defensores dos chamados "direitos orleanistas", defendidos que eram pelo falecido Príncipe Dom Luiz Gastão, Chefe da Casa Imperial do Brasil, e pelo atual Chefe da Casa Imperial do Brasil. Ambos os príncipes defendiam estas estranha posição, para assim mostrarem-se mais "afáveis" para com o Duque d'Orléans (que também gosta de usar o título, da Monarquia de Julho, de Conde de Paris). 


Ocorre que, o que muitos dos ditos "orleanistas brasileiros" não sabem, é que ao defender a tese orleanista, em detrimento dos Direitos Legitimistas, se excluiriam da linha de sucessão ao Trono da França, não apenas os Bourbon, mas também todos os Orléans-Bragança! Se poderia questionar, mas, por qual motivo o falecido e o atual Chefe da Casa Imperial do Brasil defendem a tese orleanista, que os remove da condição dinástica na França? Isso parece simples de responder: pois possuem a condição de Dinastas no Brasil... assim, os únicos lesados com esta política pró-orleanista são os Príncipes de Orléans-Bragança, que não tendo condição dinástica no Brasil, assim também ficariam sem a mesma na França.


Todavia, como os caros leitores deste site sabem, sou um Príncipe do Real Sangue Capetiano: descendente agnático do Rei Louis VI de França, por meio de seu filho, Robert de França, dos quais descendem os Conde de Dreux. E, como um Príncipe da Raça dos Reis de França, um Príncipe da Flor-de-Lis, não posso ter outro posicionamento político que não ser um Legitimista: uma vez que as Leis Fundamentais do Reino sempre deixaram claro que o filho mais velho do Ramo mais velho da Dinastia Capetiana seria o Rei da França (reinante ou não): os Bourbons são mais velhos que o Orléans. Dentro dos diversos ramos da Casa Capetiana de Bourbon, o mais velho é o de Sua Alteza Real o Príncipe Louis Alfonso de Bourbon, Duque d'Anjou. Está assim resolvida a questão: o Chefe da Casa Real da França não é nenhum "Conde de Paris", mas sim Louis XX de Bourbon, Duque d'Anjou! 


E antes que venha algum tolo argumentar que "pela paz de Utrecht Felipe, Duque d'Anjou abriu mão, pra si e para sua descendência, dos direitos ao Trono da França, para assim ocupar o trono da Espanha, e por isso os Orléans são os de melhor direito": digo apenas: poupe minha inteligência! A Paz de Utrecht, assinada em 1713, foi quebrada já em 1756 pela Guerra dos Sete Anos, que foi apenas findada por um novo Tratado Internacional, o Tratado da Paz de Paris, de 1763, onde se reverteram muitos dos temas do próprio Tratado de Utrecht. E mesmo se a Guerra dos Sete Anos nunca tivesse existido, o texto do Tratado de Utrecht é claro: Felipe de Bourbon, Duque d'Anjou, abriria mão para si da Coroa de França, caso este, sendo Rei de Espanha, herdasse o Trono Francês. Aí se deixava claro que a intenção da Paz de Utrecht era a de que a Espanha e a França não compartilhassem o mesmo Rei, nunca foi intenção das potência envolvidas na Paz de Utrecht retirar qualquer direito dinástico dos Bourbons-Espanha ao Trono da França.


E para aqueles que possam dizer que esta interpretação da Paz de Utrecht não é a correta, aqui vai uma declaração, do período do Antigo Regime, no qual o próprio Rei Louis XVI é claro ao afirmar que os Bourbons espanhóis não são apenas dinastas na França, mas sim, que o Rei da Espanha é o "Chefe do Segundo Ramo da Casa da França", em um documento formal, dirigido ao Rei Carlos IV da Espanha, em 1789: " J’ai choisi Votre Majesté comme chef de la seconde branche de la Maison de France pour déposer en vos mains la protestation solennelle que j’élève contre tous les actes contraires à l’autorité royale qui m’ont été arrachés par la force depuis le 15 juillet…" (em tradução, temos: "Escolhi Vossa Majestade como chefe do segundo ramo da Casa da França para depositar em suas mãos o solene protesto que levanto contra todos os atos contrários à autoridade real que me foram arrancados à força desde 15 de julho…")


Deixando assim, mais uma vez claro que as pretensões orealistas são uma besteira, vamos agora aos Direitos do Ramo mais velho do Conde d'Eu e da Princesa Isabel.

Brasão do Chefe do "Ramo de Petrópolis", S.A.R. o Conde d'Eu

Os descendentes primogênitos de Sua Alteza Imperial a Princesa Dona Isabel de Bragança, Princesa Imperial do Brasil, e de seu esposo, Sua Alteza Imperial Luiz Gastão d'Orléans, Príncipe do Sangue da França, Conde d'Eu, Príncipe Imperial Consorte do Brasil, tradicionalmente levam o título de Príncipes Titulares d'Orléans-Bragança. Este título, afirmam alguns, nasce por meio do Pacto de Bruxelas, todavia, essa explicação é muito vaga, por dois motivos: 

1) para aceitar que a Casa d'Orléans teria Fons Honorum para criar um título, só se fosse em reclamação ao Trono da Monarquia de Julho (Rei "dos Franceses"), mas não ao Trono da França.

2) Anos depois, o Duque d'Orléans (Conde de Paris) irá dizer que tal título não existe, e se existir, "não faz parte da realeza francesa, mas sim apenas um título de nobreza". 


Todavia, a origem do título de Príncipe de Orléans-Bragança é muito mais antigo, e dá-se pelo direito de que todos os descendentes agnáticos do Rei Hugo I Capeto, levam o título de Príncipes do Sangue. Após o Tratado de Montmartre, de 1662, onde o Rei Louis XIV mudou as Leis Fundamentais do Reino da França, limitando a Sucessão aos Capetíngios descendentes do Rei São Louis IX (luisíadas), e não mais a todos os Capetíngios descendentes do Rei Hugo I Capeto (capetianos não luisíadas), os dois Ramos não luisíadas da Dinastia Capetiana perderam seus Direitos ao Trono da França: o Ramo de Dreux (minha própria família) e o Ramo de Courtenay (que alguns dizem que estão extintos, mas tenho minhas sérias dúvidas genealógicas quanto a isso...). Passaram a existir assim dois títulos de Príncipes do Sangue: os Príncipes do Sangue da França: para os luisíadas, ou seja, para os Príncipes do Sangue que, sendo descendentes de São Louis IX eram dinastas franceses; e os Príncipes do Real Sangue Capetiano: para os não luisíadas, ou seja, para os Capetíngios que, por não serem descendentes de São Louis IX, já não eram mais dinastas na França, porém se reconheciam seus direitos como Capetianos. Também se deram outros títulos a nós, os Dreux e os Courtenay, como por exemplo "príncipes do lírio" ou ainda "príncipes da flor-de-lis", bem como "príncipes da Raça dos Reis de França"... foram todos belos títulos, porém que maquiam uma triste realidade: a que por meio da vontade do "Rei Sol", e a anuência do Parlamento de Paris, se restringiu a sucessão francesa a assim chamada Augustíssima Casa de Bourbon, e não mais a antiga Dinastia Capetíngia... 


Porém, minhas "amarguras" como um Príncipe Capetíngio não luisíada à parte, fato é que os Príncipes de Orléans-Bragança são sim Príncipes do Sangue da França! Se usam o título de "Orléans-Bragança" no lugar de "do Sangue da França" é um direito deles, como dinastas da Casa da França. Porém para isso, devem aceitar que o Chefe da Real Casa da França é Sua Alteza Real o Príncipe Louis XX de Bourbon, Duque d'Anjou, e que o Duque d'Orléans (Conde de Paris) é apenas um Príncipe do Sangue cadete...  


Porém outro título, que cabe por direito de nascimento aos descendentes primogênitos do Príncipe do Sangue da França Louis Gaston d'Orléans, é o título de Conde d'Eu! Tal título, um dos mais famosos do Brasil, de clara origem francesa, foi encartado no já mencionado Príncipe Louis Philippe Gaston d'Orléans, Conde d'Eu, e assim sendo, deve passar para a sua varonia legítima, como legitimamente passou, até os nossos dias! 



Desta forma, são os Condes d'Eu, Príncipes d'Orléans-Bragança, Príncipes do Sangue da França:

1) S.A.R. Louis Philippe Gaston d'Orléans, Conde d'Eu (1842-1922)

2) S.A.R. Dom Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, Conde d'Eu (1922-1940)

3) S.A.R. Dom Pedro Gastão de Orléans e Bragança, Conde d'Eu (1940-2007)

4) S.A.R. Dom Pedro Carlos de Bourbon de Orléans e Bragança, Conde d'Eu (2007-?)

Herdeiro: S.A.R. o Príncipe Hereditário de Orléans e Bragança, Dom Pedro Tiago de Bourbon de Orléans e Bragança. 


Brasões dos Príncipes d'Orléans e Bragança, Condes d'Eu


Os Condes d'Eu tem um direito a um brasão próprio, que é: de blau, três flores-de-lis postas em 2-e-1 (Armas da França), tendo por diferença um lambel de goles de três pendentes, cada um carregado de 3 castelos d'ouro, postos em pala (antiga diferença do 1º Ramo Capetiano d'Artois, que entre seus título estava o de Conde d'Eu) Tal escudo é encimado pela Coroa de Príncipe do Sangue de França, forrado de blau, como Príncipes do Sangue e Pares do Reino (determinação de 1576 do Rei Henri III de França, de que todos o Príncipes do Sangue são Pares do Reino). 

Como sóstenes, dois anjos vestindo túnicas vermelhas, distintivo da Casa d'Orléans. 


Sendo assim, os Condes d'Eu, do Ramo de Petrópolis, por sua senioridade em relação ao Ramo de Vassouras, não devem utilizar as armas "simples d'Orléans", pois possuem um título próprio para si, o de Conde d'Eu, que lhes dá direito a Armas próprias.




Mesmo caso queiram manter um brasão de armas próprio para o título de Príncipe de Orléans e Bragança, Sua Alteza Real o Conde d'Eu deve dar prioridade ao lambel de goles, com os castelos, de sua própria Casa, ao invés do lambel de prata, dos Duques d'Orléans: casa da qual descende, mas que já mostrou, ao longo destes últimos 150 anos, que não mais depende.


Assim ficariam as Armas do Conde d'Eu, como Príncipe d'Orléans e Bragança:



Ou, caso queiram utilizar sem os anjos, o uso seriam assim:



O importante, é que os monarquistas respeitem o direito de Dom Pedro Carlos, ou de seu filho e herdeiro, Dom Pedro Tiago, Príncipes do Sangue de França, de usarem o título de Conde d'Eu que lhes cabe por direito, bem como, ao brasão de armas que possuem por direito de nascimento. E para isso, é importante salientar que a "investidura" do título de "Conde d'Eu" no Príncipe do Sangue Foulques d'Orléans "duque de Aumale" é uma das tantas falácias orleanistas: é comum ao Duque d'Orléans (Conde de Paris) conceder títulos, que já possuem dono, e assim tentar reassumir alguma preponderância: 

Foi assim com o título de Conde d'Eu, que pertence ao Ramo mais velho dos Orléans-Bragança, mas que tentou conceder ao dito Foulques d'Orléans em 1974, todavia, este não o aceitou (quem sabe por respeito aos verdadeiros Condes d'Eu, em Petrópolis?) e pediu o título de "duque de Aumale".


Foi assim com o título de Conde de Dreux, que cabe ao autor deste ensaio, como Chefe da Principesca e Ducal Casa de Mesolcina, descendente agnática e legítima dos Condes de Dreux, pelo Ramo dos Viscondes de Beu, que concedeu em 2014 a um Orléans que nunca teve a menor relação com o título patronímico da minha Família.


Mas se, o Duque d'Orléans, na sua sanha de tentar roubar títulos alheios fez o mesmo inclusive com o título de Duque d'Anjou, que cabe ao Chefe da Real Casa da França, e o concedeu a um sobrinho seu, que no máximo, pode ser intitulado Duque Consorte de Cadaval... 


Desejamos coragem a Suas Altezas Reais os Príncipes do Sangue da França Dom Pedro Carlos e Dom Pedro Tiago de Orléans e Bragança, para que possam, desde já, tomar posse do uso de seu título de Conde d'Eu, e de seu apropriado brasão de armas, e que, para o fazer, demonstrem que não aceitam o dito "Conde de Paris" como Chefe da Casa da França, mas sim, Sua Alteza Real o Príncipe Louis XX de Bourbon, Duque d'Anjou, parentes deles, inclusive, uma vez que descendem de Sua Alteza a Infanta Doña Maria de la Esperanza Amália Raniera María del Rocío Luiza Gonzaga de Bourbon y Orléans, parente próxima do Duque d'Anjou.


Todos os brasões são desenhados e propriedade de Sua Alteza Sereníssima Don Andrea Gonzaga Trivulzio-Galli, Príncipe e Duque de Mesolcina. Proibida a reprodução sem a autorização expressa do autor. Todos os direitos reservados.


Para falar com Sua Alteza Sereníssima o Príncipe e Duque de Mesolcina, envie e-mail para o Secretariado Privado do Príncipe, através do e-mail mesolcina.it@gmail.com 

domingo, 25 de setembro de 2022

Os Attolico Trivulzio poderiam ser os verdadeiros Príncipes de Mesolcina?




A grande curiosidade gerada pela Alta Nobreza faz, em tempos modernos, onde a pesquisa online praticamente substituiu a pesquisa acadêmica, gerar sérias dúvidas mesmo em pessoas bem intencionadas, mas principalmente quando são manobradas por pessoas nem tão bem intencionadas assim... desta forma, ao pesquisar na internet pelo nome das pessoas que poderiam compor a Casa Principesca e Ducal de Mesolcina, o nome Trivulzio-Galli, ou mesmo apenas Trivulzio, chegamos há uma série enorme de artigos na internet, que vão desde artigos sobre as antigas casas de moedas do antigo Principado de Mesolcina, até mesmo ramos bastardos da extinta Casa Trivulzio. Assim, quem pesquisa e chega a nomes como Gian Giacomo Attolico Trivulzio poderia pensar: não seria este o herdeiro de melhor direito ao Principado de Mesolcina do que Sua Alteza Magnífica e Sereníssima o Príncipe Don Andrea III Gian Giacomo Gonzaga Trivulzio-Galli, Duque e 18º Príncipe de Mesolcina?

E é importante frisarmos EXTINTA Casa Trivulzio... mas então, não existe mais nenhum membro da Casa Trivulzio? A resposta pode parecer decepcionante para muitos, mas a resposta é NÃO, a Casa Trivulzio extinguiu-se em sua linhagem Masculina e Legítima com a morte, sem herdeiros masculinos, do Príncipe Don Antonio VI Trivulzio, 3º Príncipe Imperial de Mesolcina (título este Imperial concedido em 17 de setembro de 1622) e 9º Príncipe de Mesolcina e Par de França (título este não Imperial, mas francês, concedido em 1499). 

Por este motivo, o Príncipe Don Antonio VI Trivulzio, filho único que era do Príncipe Don Ercole I Trivulzio, 2º Príncipe Imperial de Mesolcina e 8º Príncipe de Mesolcina e Par de França, decide adotar como seus sucessores dinásticos aos filhos de sua tia, a Princesa Donna Ottavia Trivulzio de Mesolcina, irmã mais velha de seu pai, filha que era do Príncipe Don Gian Giacomo Teodoro II Trivulzio e de sua esposa a Princesa Donna Giovanna Grimaldi do Mônaco. 

A Princesa Donna Ottavia Trivulzio de Mesolcina era casada com o Príncipe Capetiano Don Tolomeo III Galli, 4º Conde-Duque d'Alvito, e desde casamento nasceram, entre outros, os Príncipes Don Francesco e Don Antonio Gaetano, Duques de Alvito-Mons, declarados herdeiros universais de seu primo-irmão, o supracitado Príncipe Don Antonio VI Trivulzio, com a condição de que assumissem o nome Trivulzio e seu brasão d'Armas.

Este processo de adoção dos Duques de Alvito-Mons como herdeiros, não apenas de Nomes e Armas, mas de um Principado Soberano dentro do Sacro Império Romano-Germânico precisava, necessariamente, da concordância do Sacro Imperador, ainda mais levando em consideração a origem Capetiana da Casa de Galli d'Alvito, descendentes diretos que eram dos Reis de França através do ramo dos Condes de Dreux. 


Pequenas Armas da Casa Principesca de Gonzaga Trivulzio-Galli, no I da Varonia Capetiana de Dreux moderno, no II de Trivulzio, no III d'Alvito, e em escudete oval, o Sagrado Coração de Jesus e sobre ele o Imaculado Coração de Maria.



Com o falecimento, em 1678 do Príncipe Don Antonio VI Trivulzio, extinguiu-se o último ramo masculino legítimo da Casa Trivulzio, restando, contudo, ramos bastardos. O testamento do último Príncipe Trivulzio foi levado então para o julgamento do Sacro Imperador Leopoldo I, que em 1681, por meio da chamada Bula de Ferro reconheceu como válidas as disposições testamentárias do falecido Príncipe Don Antonio VI Trivulzio, e cria oficialmente a Casa de Trivulzio-Galli, do Sangue Capetiano, como uma Casa Principesca do Sacro Império Romano, com Soberania Imediata sobre o território do Principado de Mesolcina.

Todavia, insatisfeitos com esta disposição do falecido Príncipe Don Antonio VI Trivulzio, Alessandro Teodoro Trivulzio, Marquês de Sesto Ulteriano, entra com um processo junto ao Senado do Ducado de Milão, visando reverter a Bula Imperial, e obter para si os Direitos Sucessórios da Casa de Trivulzio de Mesolcina.

Mas quem era Alessandro Teodoro Trivulzio? Se ele era um autêntico Trivulzio, não teria ele melhor direito aos títulos da Casa de Mesolcina do que os Capetianos Trivulzio-Galli? A resposta é não, por motivo muito simples: Alessandro Teodoro nasceu sem o sobrenome Trivulzio, era filho de Giorgio Teodoro, filho por sua vez de Paolo Alessandro, que era alegadamente um dos filhos bastardos de Don Gian Giacomo Teodoro I Trivulzio, Conde de Melzo.  

Este filho bastardo do Conde de Melzo buscou, mas nunca foi reconhecido por seu suposto pai, morrendo em 1589 sem nunca ter obtido o reconhecimento paterno nem o sobrenome Trivulzio. Seu filho, Giorgio Teodoro, buscou o reconhecimento nunca obtido por seu pai após a morte deste e de Don Gian Giacomo Teodoro I de Melzo, contudo, nunca o obteve da parte do Chefe da Casa de Mesolcina, à época o Príncipe Don Carlo Emanuele I Teodoro Trivulzio; buscou assim Giorgio Teodoro ser reconhecido por uma potência estrangeira, obtendo o reconhecimento da parte do Rei da Espanha que lhe concede, ex novo (ou seja, sem conseguir ligação com a original Casa Trivulzio, se lhe concedia o nome Trivulzio de modo novo) junto com o título de Conde de Sesto Ulteriano.

Brasão dos Marqueses de Sesto Ulteriano: Armas pequenas de Trivulzio, com a contra-banda de goles, em sinal de bastadia



Nascia assim o ramo dos "Trivulzio di Sesto Ulteriano", que após a morte de Sua Alteza Sereníssima o Príncipe Don Antonio VI Trivulzio buscaria conseguir, por meio de um processo judicial junto ao Ducado de Milão os direitos da Casa de Mesolcina.

Todavia o Senado do Ducado de Milão, aceitando a solicitação judicial dos Marqueses de Sesto Ulteriano lhes negou seu pedido e os condenou ao pagamento das custas judiciais, baseando sua sentença nos seguintes pontos, já exposto na Bula de Ferro da Sacro Imperador Leopoldo I:

1: O último homem da família Trivulzio, nascido de casamento legítimo foi o Príncipe Don Antonio VI Trivulzio; com sua morte, em 1678 extinguiu-se completamente todos os ramos legítimos da Casa Trivulzio, não sendo possível aos ramos bastardos sucederem em direitos.

2: Os Sesto Ulteriano, ditos "Trivulzio" por decreto de um rei estrangeiro, seriam descendentes bastardos de Don Gian Giacomo Teodoro I Trivulzio, Conde de Melzo, não descendendo assim de Sua Alteza Sereníssima o Príncipe Don Gian Giacomo Teodoro II Trivulzio, criado 1º Príncipe Imperial de Mesolcina pela chamada Bula Dourada do Sacro Imperador Fernando II de Habsburgo, de 17 de setembro de 1622, e como os títulos imperiais apenas poderiam ser herdados pelos descendentes legítimos do primeiro titular, os Trivulzio de Sesto Ulteriano jamais poderiam herdar os direitos ao Principado Soberano de Mesolcina;

E é importante frisarmos este ponto: os Trivulzio di Sesto Ulteriano não descendem do 1º Príncipe Imperial e Duque de Mesolcina, por isso jamais poderiam herdar-lhe os direitos; bem como, eram apenas descendentes de um suposto filho bastardo do Conde de Melzo, avô do 1º Príncipe e Duque de Mesolcina, e bastardos jamais herdaram no Sacro Império Romano.

3: Como o Principado-Ducado de Mesolcina gozava de Imediatismo Imperial, sendo assim um Estado Soberano dentro do Sacro Império Romano-Germânico, o decreto do Rei da Espanha que deu o sobrenome "Trivulzio" a Giorgio Teodoro, Conde de Sesto Ulteriano, não obrigava aos Duques Soberanos de Mesolcina, que jamais admitiram este ramo ilegítimo como parte da Principesca e Ducal de Mesolcina.

4: Ainda dentro do direito de Soberania dos Principados Imediatos do Sacro Império Romano, em caso da morte sem herdeiros de um Príncipe, cabia a este nomear seu herdeiro, desde que esta nomeação fosse aceita pelo Sacro Imperador, o que se deu com a nomeação dos Trivulzio-Galli pelo Duque e Príncipe Don Antonio VI Trivulzio em 1678, e a aprovação por parte do Sacro Imperador Leopoldo I em 1681.

5: Como os Príncipes do Sangue Capetiano Don Francesco Gonzaga Trivulzio-Galli, Duque de Alvito-Mons e seu irmão Don Antonio Gaetano Gonzaga Trivulzio-Galli, Duque de Alvito-Mons eram netos de Sua Alteza Sereníssima o Duque e Príncipe Don Gian Giacomo Teodoro II Gonzaga Trivulzio e de sua esposa a Princesa Donna Giovanna Grimaldi do Mônaco, por meio de sua filha mais velha a Princesa Donna Ottavia Gonzaga Trivulzio, casada com o Príncipe Capetiano Don Tolomeo III Galli, 4º Conde-Duque d'Alvito, e pela extinção dos machos legítimos descendentes do dito Duque e Príncipe Don Gian Giacomo Teodoro II Gonzaga Trivulzio, os Duques d'Alvito-Mons tornaram-se os herdeiros de melhor direito, e desta forma foram adotados pelo último Príncipe Trivulzio, e adotaram o nome e o brasão d'Armas da Casa Trivulzio, assim tornando-se os únicos herdeiros da Soberana Casa Principesca de Trivulzio de Mesolcina, que a partir da Bula de Ferro passava a ser conhecida como Casa Principesca e Ducal de Trivulzio-Galli de Mesolcina.

Diante desta contundente sentença Alessandro Teodoro Trivulzio, Marquês de Sesto Ulteriano, condenado a pagar os custos do processo, bem como seus descendentes, buscaram sempre manter uma melhor relação com os Gonzaga Trivulzio-Galli, Príncipes e Duques de Mesolcina, contudo, jamais foram admitidos como parte da Casa de Mesolcina, afinal, a origem bastarda de seu ramo, como de outros ramos bastardos da família Trivulzio que ainda existem, jamais poderá ser sanada. 

Os Marqueses de Sesto Ulteriano chegaram a obter, por parte do Rei da Itália Umberto I o título de Príncipes de Musocco (não confundir Musocco, uma região histórica de Milão, com Mesocco, Capital do Principado de Mesolcina), mas não obtiveram o tratamento de Alteza, apenas o de Excelência, sendo este título concedido em 1885.

Mas, pessoas privadas de boa-fé, mesmo diante da Bula Imperial do Sacro Imperador Leopoldo I, bem como da Sentença do Ducado de Milão, mesmo assim poderiam tentar arguir que a concessão, por parte do Rei da Itália, do título de Príncipes aos Trivulzio de Sesto Ulteriano fariam deles possíveis pretendentes ao Trono de Mesolcina, e que portanto, Sua Alteza Magnífica e Sereníssima o Príncipe Don Andrea III Trivulzio-Galli, Duque de Mesolcina (Que tem por nome de Batismo Príncipe Don Andrea Federico Albert Gian Giacomo Teodoro Pio Valente Giuseppe Maria Paolo Gonzaga Farnese Gonzaga Trivulzio-Galli Prinz und Herzog von Mesolcina, Herzog von Alvito, conforme pode ser comprovado pelo Assento de Batismo registrado no Livro nº 47, da Paróquia N.S. Aparecida, página 07, frente, Registro nº 51, de 26/05/1990 livro este que encontra-se no Arquivo do Bispado de Frederico Westphalen-RS, onde está disponível a pública pesquisa), temos apenas uma última informação que lhes servirá como um autêntico balde d'água fria:

OS TRIVULZIO DI SESTO ULTERIANO FORAM EXTINTOS NO ANO DE 1978!

Conde Gian Giacomo Attolico "Trivulzio" diante dos arquivos dos Trivulzio de Sesto Ulteriano, que herdou do último Trivulzio de Sesto Ulteriano, falecido em 1978



Sim, você que tentou pesquisar quem era Gian Giacomo Attolico Trivulzio, e viu que o mesmo nasceu no ano de 1951, e assim pensou que poderiam ter localizado "um Trivulzio" para tentar fazer frente aos Direitos Dinásticos da Casa Principesca de Trivulzio-Galli, deveria ter atentado-se ao fato de que:

O último Trivulzio masculino do ramo bastardo e não dinástico dos Marqueses de Sesto Ulteriano foi Gian Giacomo Trivulzio, III Príncipe de Musocco, X Marquês de Sesto Ulteriano, e este faleceu sem descendência masculina em 1978.

Como o título de Príncipe de Musocco era um título de criação sabauda, apenas poderia ser herdado por via masculina, bem como o título de Marquês de Sesto Ulteriano, que apesar de originalmente ter sido criado pelo Rei da Espanha, como Conde de Sesto Ulteriano, foi nacionalizado italiano, a pedido dos próprios Marqueses, em 1870, e passou assim a ser herdado da mesma forma que os títulos sabaudos. 

A única filha do último Trivulzio de Sesto Ulteriano foi Luisa Alberica Trivulzio, que casou-se com Lorenzo Attolico, II Conde de Adelfia, e deste casamento nasceu Gian Giacomo Attolico Trivulzio, III Conde de Adelfia.

Brasão de Armas dos Attolico "Trivulzio", Condes de Adelfia, no primeiro de Attolico, de prata com uma água estendida de sable, tendo em chefe três estrelas cozidas, e no segundo de Trivulzio de Sesto Uteriano



Como o último Trivulzio di Sesto Ulteriano morreu em 1978, após o fim da Monarquia na Itália, a única alternativa para a renovação do título do extinto ramo dos Trivulzio de Sesto Ulteriano nos Attolico de Adelfia teria sido por meio de um decreto do deposto Rei Umberto II, que mesmo no exílio continuava a conceder e validar títulos, todavia, isso nunca ocorreu, falecendo o Rei em 1983, sem conceder a renovação dos títulos de Príncipe de Musocco e Marquês de Sesto Ulteriano a Gian Giacomo Attolico, extinguindo assim a única possibilidade dos Attolico herdarem os títulos de Marqueses de Sesto Ulteriano e Príncipes de Musocco. Assim, o fato de Gian Giacomo Attolico Trivulzio levar no nome o apelido dos Trivulzio não faz dele um Trivulzio, ele é apenas um Attolico, e isto jamais poderá ser mudado... já que é filho de Lorenzo Attolico!

Todavia, Sua Alteza Magnífica e Sereníssima o Príncipe Don Andrea III Gonzaga Trivulzio-Galli, XVIII Duque e Príncipe de Mesolcina busca sempre manter um bom relacionamento com o Conde de Adelfia, uma vez que este busca esforça-se ao máximo para manter a cultura da extinta família Trivulzio, mantendo um site na internet, e dando palestras em Milão, como uma grande homenagem a sua falecida mãe Luisa Alberica. 

Não há hoje, como jamais houve, qualquer desentendimento entre Sua Alteza Magnífica e Sereníssima o Duque e Príncipe Don Andrea III Gian Giacomo Gonzaga Trivulzio-Galli e o Conde Gian Giacomo Attolico Trivulzio: cada um deles reconhece a importância do trabalho pela preservação da memória da extinta Casa de Trivulzio que cada um faz, e sobre tudo, o Conde de Adelfia tem plena noção de que apenas 3 Gonzaga Trivulzio reinaram como Príncipes e Duques de Mesolcina, enquanto 15 Gonzaga Trivulzio-Galli reinaram como Príncipes e Duques de Mesolcina ou foram Pretendentes ao Principado e Ducado de Mesolcina.

Sua Alteza Magnífica e Sereníssima o Príncipe Don Andrea III Gonzaga Trivulzio-Galli, Duque e XVIII Príncipe de Mesolcina, lê o ato de Consagração do Principado de Mesolcina ao Sagrado Coração de Jesus por meio do Imaculado Coração de Maria, ladeado pelos Cavaleiros da Ordem Religiosa-Militar de Santa Maria Gloriosa, sendo que o VIII Conde de Rubbiano segura a Bandeira do antigo Principado de Mesolcina.



Para aqueles que buscam que haja algum mal estar entre Sua Alteza o Príncipe e Duque de Mesolcina e o Conde de Adelfia, devem pensar que é uma situação semelhante ao que ocorre na Casa Imperial do Brasil: apesar de Dom Pedro I e Dom Pedro II terem sido Bragança, a Casa de Bragança extinguiu-se no Brasil com a morte de Dom Pedro II, sendo que hoje os pretendentes ao Trono Imperial do Brasil são os Orléans-Bragança. Pesquisar na internet por alguém com o sobrenome de "Bragança" e tentar o colocar como um possível "pretendente" ao Trono Imperial, no lugar dos Orléans-Bragança é a mesma tolice do que tentar que um Attolico Trivulzio seja pretendente ao Trono do Principado de Mesolcina no lugar do Chefe da Casa Principesca de Trivulzio-Galli.

Para falar com Sua Alteza Sereníssima o Príncipe e Duque de Mesolcina, envie e-mail para o Secretariado Privado do Príncipe, através do e-mail mesolcina.it@gmail.com