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domingo, 2 de junho de 2013

Constituição e Estatutos da Ordem de São Lázaro


Como é do conhecimento de todos os Membros do Grão Priorado do Brasil da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, nesta Jurisdição da Ordem, a Constituição e os Estatutos da Ordem de São Lázaro não eram divulgados dês do ano de 2009, quando faleceu o Grão Prior Kenj, e assumiu o Grão Priorado o ex Grão Prior, que por respeito aos leitores, não citaremos o nome.

Porém como estamos em tempos de mudanças, onde não mais se admitirão desmandos da parte da Administração Prioral, publicamos pela primeira vez, neste Blog de Cavalaria, a Constituição e o Estatuto Internacional da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém.

A publicação será permanente, e encontra-se no Link LEIS E RITUAIS.

Pedimos a todos os Membros da Ordem que leiam com atenção as Leis Internacionais da nossa Amada Ordem, pois já estão traduzidas para o Português. 

Esperamos que com a Eleição para o novo Grão Prior do Brasil, as futuras decisões da Ordem nesta Terra de Santa Cruz, sejam pautadas pelas Leis internacionais da Ordem, e não mais pelos devaneios de pequenos "Napoleões tupiniquins".

Boa Leitura a Todos.  

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Real Ordem Dinástica das Damas Nobres de Nossa Senhora Auxiliadora

Brasão d'Armas da Ordem de N.S. Auxiliadora

Hoje, dia 24 de maio, dia de Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos, traremos notícias da Real Ordem Dinástica das Damas Nobres de Nossa Senhora Auxiliadora.

A Principesca e Ducal Ordem Dinástica de Nossa Senhora Auxiliadora nasceu em 1770, quando Domenico II Trivulzio-Galli, Príncipe Soberano de Mesolcina decidiu criar uma Ordem para homenagear a sua esposa, a Princesa Maria Gabriella Scarampi, filha do Marquês de Prunetto e Levice.

Brasão do Principado de Mesolcina

Na Ordem de Nossa Senhora Auxiliadora somente poderia aceitar mulheres, que sendo Damas da Ordem receberiam a Condecoração em um nível único, que era o de Nobre Dama do Grão-Colar de Nossa Senhora Auxiliadora. As Damas condecoradas com a Ordem deveriam obrigatoriamente professar a Fé Católica, além de serem membros da Nobreza Europeia. 

O Grão-Magistério da Ordem foi sempre conferido a esposa do Príncipe Soberano, sendo que em 1816, a pedido do Príncipe Antonio VIII Trivulzio-Galli, o Papa Pio VII definiu como sendo o dia da Festa de Nossa Senhora Auxiliadora o dia 24 de maio, sendo este dia escolhido pelo Pontífice por ter sido libertado do cativeiro napoleônico.
Cruz da Ordem de N. S. Auxiliadora

Com insígnia da Ordem fora conferido uma cruz de ouro, tendo ao centro um medalhão esmaltado em cor-de-rosa, tendo ao centro Nossa Senhora Auxiliadora. No anverso da Cruz vai o Monograma da Grã-Mestra da Ordem. O Grão-Colar da Ordem é composto por duas correntes de ouro, rodeadas pela representação do Sagrado Coração de Maria, intercalados com a rosa vermelha, símbolos de devoção Mariana.

O número de Damas, originalmente fixado em 21, foi suplementado em 1870, quando do Aniversário do I Centenário da Ordem, a IV Grã-Mestra, esposa do Príncipe Tolomeo V Trivulzio-Galli aumentou o número de Damas, criando outras três Categorias de Damas, além das 21 Damas do Grão-Colar: 

-As Damas Nobres da Grã-Cruz, as 
-Damas Nobres Grandes Oficiais, e as 
-Damas Nobres de Nossa Senhora Auxiliadora.

Numerosas Rainhas e Princesas europeias foram Damas Nobres da Ordem de Nossa Senhora Auxiliadora ao longo dos anos, sendo que a Ordem sempre fora mantida restrita às Damas Católicas, cuja vida fosse tida como ilibada.

Grão-Colar da Ordem

Em 1950 a Grã-Mestra Joana Argenta, esposa do Príncipe Pedro IV Trivulzio-Galli permitiu pela primeira vez que mulheres que não fossem da Nobreza, tivessem acesso à Ordem de Nossa Senhora Auxiliadora.

Com o Grão-Magistério da Princesa Adélia Berti, esposa do Príncipe Verginio I Trivulzio-Galli, a Ordem teve uma nova fase, sendo condecoradas numerosas Damas, Nobres ou não, que participavam do convívio da Princesa. Como em 1995 a Princesa Adélia esteve gravemente enferma, enfermidade que duraria o resto de sua vida, a Princesa Rosa de Lusignan-Boni, esposa do Príncipe Herdeiro, Ângelo II Trivulzio-Galli, foi nomeada Primeira Dama da Ordem, com todos os Poderes Magistrais de Nomear novas Damas, bem como responder por toda a Ordem.

Brasão de Armas de Sua Alteza Sereníssima a Princesa Rosa de Boni dal Leon Rampante e Trivulzio-Galli,
nascida Marquesa dal Leon Rampante e por casamento Princesa Consorte de Mesolcina, Duquesa de Alvito,
VIII e atual Grã-Mestra da Ordem das Damas Nobres de N. S. Auxiliadora. 

Em 2005, com o falecimento da Princesa Adélia, a Princesa Rosa passa de Primeira Dama à Grã-Mestra da Ordem, sendo conhecida pelo grande rigor com o que escolhe as Damas da Ordem.

Atualmente a Principesca e Ducal Ordem de Nossa Senhora Auxiliadora é uma das mais vivas e atuantes Ordens Dinásticas da Principesca Casa de Trivulzio-Galli.

Atualmente a Ordem de Nossa Senhora Auxiliadora consta com 16 Damas, sendo que ontem, dia 23 de maio, as Damas da Ordem realizaram sua tradicional Missa em Homenagem a Nossa Senhora Auxiliadora, sua Padroeira. 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

O Novo Uniforme da Ordem de São Lázaro

A Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, dês da Modernidade, possuiu numerosos uniformes, com que seus Cavaleiros revestiram-se. Alguns foram belos uniformes, outros porém nem tanto.

Uniforme do Século XVIII

Dês de 1912, quando a Grão-Chancelaria da Ordem foi novamente sediada na França, que a Ordem de São Lázaro ganhou seu primeiro uniforme "contemporâneo", composto de jaqueta militar branca, ornada de ouro, calças negras. O Chapéu escolhido foi o bicórneo preto, plumado de branco, para os Cavaleiros da Grã-Cruz, e de negro para os demais.

Marquês de Farémont, com o "Uniforme Francês" em 1933

Este uniforme, dito "Uniforme Francês", tornou-se o clássico uniforme da Ordem de São Lázaro, e foi utilizado por toda a Ordem até os anos 40, quando o Grão Priorado da Espanha lançou seu primeiro uniforme, chamado de "Uniforme de Grande Gala", sendo este um uniforme lindíssimo, composto por um jaquetão verde, com o peito branco, ornado de ouro, tendo sobre o peito a Cruz de São Lázaro. Calças verdes e sapatos pretos, ou calças de montaria brancas e botas negras até o joelho. Chapéu bicórneo negro.
"Uniforme de Gala" 

Tal "Uniforme de Gala" foi muito adotado fora da França, sendo utilizado até os princípios dos anos de 1990, porém era de um elevadíssimo preço, e isto fez com que seu uso diminuísse, sendo necessário ser feito outro. 
Grão-Mestre com o "Uniforme de Gala"


O próximo uniforme, também elaborado pelo Grão-Priorado do Reino da Espanha foi um uniforme realmente feio, composto por um modelo de fraque verde. Seu uso foi pouco alastrado, mas durou oficialmente até nossos dias.

Cavaleiros na Alemanha, utilizando o novo Uniforme Espanhol


A nova tentativa do Grão-Priorado da Espanha é realmente "nova" ao se tratar de uniformidade Lazarista: um uniforme totalmente negro, com gola e punhos verdes. Tal uniforme já era requisitado pelo nosso grande amigo, o Visconde de Portadei, em seu livro "Cruz de Sinopla", que pedia um uniforme mais próximo dos da tradição militar espanhola. 
Grão-Mestre Marquês de Almanzán com o "Novo"
Uniforme da Ordem

O Grão-Priorado do Brasil sempre se manteve afastado destas "disputas" entre os modelos de uniforme, sendo que por aqui, sempre fora utilizado o "Uniforme Francês", isto é, dês de 1926, quando o Grão-Priorado do Brasil definiu sua uniformidade. 
Príncipe de Rodosto, II Grão-Prior do Brasil, com o
"Uniforme Francês" em 1950

Dês de então, o "Uniforme 'Francês'" virou "Uniforme 'Brasileiro'", uma vez que nestas terras jamais adotou-se qualquer outro. Resta saber agora, se com este novo uniforme, o Grão-Priorado do Brasil pela primeira vez mudará uma tradição de quase um século. Isso, somente os próximos anos dirão.  

Comendador Kenj, IV Grão-Prior do Brasil, com o
"Uniforme Francês", foto de 2001. 

sábado, 20 de abril de 2013

A Função da Verdadeira Nobreza no Século XXI - 3ª Parte


 

Uma das séries mais elogiadas deste Blog de Cavalaria é a que trata justamente da função da Nobreza Hereditária em nossos dias. É necessária séria análise sobre o tema, uma vez que a Nobreza, embora deslocada de suas relevância social, mantém-se como uma classe social viva e ativa.

Como muito bem diz minha Mãe, nascida Marquesa e Princesa por casamento, “a Nobreza vem de berço, não é algo que se possa conquistar”, e isso é a primeira verdade a ser considerada sobre a Nobreza, esta é Hereditária, de modo que seus Membros nascem com responsabilidades inerentes a esta mui distinta Classe Social. São justamente essas responsabilidades que hoje constituem o chamado “Privilégio do Sangue Azul”.

Antes da Revolução Francesa o Privilégio do Sangue Azul realmente representava uma série de privilégios e deveres, porém após a Revolução os Privilégios foram retirados da Aristocracia, mantendo-se apenas os deveres. Um dos deveres da Nobreza é justamente o do combate à usura e ao enriquecimento ilícito.

Mas por que a Nobreza combate à usura? Esta pergunta muitas vezes é feita pelos burgueses, que não compreendem como a Nobreza não persegue o lucro, como eles mesmos o fazem. Eles não compreendem que para ser Nobre basta nascer Nobre, não sendo necessária a fortuna, como o é para o burguês e para os “Novos Ricos”.

Muitos creem no fato de que o Nobre, caso perca sua fortuna, deixará também de ser Nobre, mas isso é uma terrível inverdade. Um Barão ao Conde que perca toda a sua fortuna, e tenha que passar a viver em situação de penúria, tendo de viver com os frutos de um trabalho duro, ou até mesmo humilhante, continuará a ser um Barão ou Conde, e mais que isso, passará os seus títulos e direitos aos seus filhos, assim como o recebeu de seus pais, mesmo que estes tenham que viver do fruto de seu trabalho, para manterem-se.

Como muito bem salientou o Papa Bento XV ao término da I Guerra Mundial “há um outro Sacerdócio semelhante ao Sacerdócio da Igreja: o da Nobreza”.
Realmente a Missão da Nobreza é muito semelhante ao da Igreja, uma vez que o Nobre é por excelência voltado para a sua missão na esfera temporal, como o Clero incumbe sê-lo na ordem espiritual.

CONTINUA...

domingo, 31 de março de 2013

Mensagem de Páscoa

Mensagem de Páscoa 
de S. A. S. o Príncipe Andre Frederico Trivulzio-Galli, Príncipe de Mesolcina, de Trivulzio-Galli e do Sacrossanto Império Romano-Germânico, etc. Cavaleiro da Grão-Cruz de Justiça da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém


Mais um ano veio, trazendo consigo a Festa da Páscoa, a maior Solenidade do Ano Litúrgico Católico. Muitas coisas mudaram dês da última Mensagem de Páscoa que enviei aos senhores, Confrades de Cavalaria, e Amigos em geral. Houve uma mudança enorme no Catolicismo, trazida pela Renúncia do Santo Padre o Papa Bento XVI, e pela consequente Eleição do Papa Francisco I. No âmbito da política também tivemos circunstanciais mudanças, com a Renúncia da Rainha da Holanda, que deu lugar a seu filho Guilherme IV como novo Rei dos Países Baixos.

Por mais que a ideia pareça difícil, nossa vida é permeada por mudanças, que muitas vezes relutamos em aceitar, mas que devemos estar preparados. Em âmbito do Grão Priorado de nossa amada Ordem de São Lázaro no Brasil também teremos sérias mudanças, que serão trazidas pela Eleição do futuro Grão-Prior, que desejamos que consiga sanar erros e dificuldades advindas de outras administrações. 

Enfim, a primeira mudança quem nos trouxe foi Cristo, quando por sua Morte e Ressurreição, nos mudou da categoria de pecadores para a de Filhos de Deus. Dessa forma, devemos saber aceitar e cultivar as mudanças, dês de que elas sejam pelo bem de todos.

Agora sim, desejo em meu nome, e em nome de toda a Casa Principesca de Mesolcina, uma Feliz e Santa Páscoa a todos, e que Jesus que Renasceu para nos Salvar possa estar no coração de todos, sendo que desejo de maneira especial uma Feliz e Santa Páscoa a todos os Cavaleiros e Damas da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém, em especial aos meus Afilhados de Cavalaria, bem como a meus Padrinhos, e de maneira especial a todos os Cavaleiros da Real Ordem Dinástica, Militar e Equestre de São Valério Mártir.

Andre III Trivulzio-Galli
Príncipe de Mesolcina, etc.  

quarta-feira, 27 de março de 2013

Eleições no Grão Priorado do Brasil

 
Como todos sabem o Grão Priorado do Brasil da Ordem de São Lázaro está em época de realizar suas Eleições, onde serão definidos o novo Grão Prior, Chanceler, Vice-Chanceler, Tesoureiro e demais Membros da Diretoria da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém para o Brasil.

A última Eleição para o posto do Grão Prior do Brasil se deu em 2009, quando fora Eleito para o cargo o Comendador Raimundo Youseff Kenj, que faleceu no mesmo ano, antes mesmo de tomar posse do cargo. Assumiu então de maneira interina o Vice-Grão Prior, que teve como prazo para convocar novas eleições em até dois anos, o que não ocorreu.

Desse modo o Chanceler do Grão Priorado do Brasil, no uso de suas atribuições estatutárias, está organizando as Eleições que definirão quem será o futuro Grão Prior do Brasil.

Pedimos que todos os Membros da Ordem, mesmo os que estão dela afastados nos últimos anos, que retomem o contato com a equipe de redação deste blog, para que possamos organizar corretamente as Eleições, como prevê os Estatutos do Grão-Priorado, bem como o Código Civil Brasileiro.

É de fundamental importância que se analisem a vida pregressa dos candidatos, pois como prevê o Estatuto da Ordem, o Grão Prior deve ser pessoa idônea, de vida moral incontestável. É sempre bom buscarmos informações junto as sites dos Tribunais de Justiça, pois assim poderemos conhecer melhor o passado de muitos de nossos candidatos.

Participe das Eleições Priorais, pois é seu Direito, e seu Dever como Cavaleiros e Damas da Ordem Militar e Hospitalar de São Lázaro de Jerusalém!   

terça-feira, 19 de março de 2013

Coroação do Papa FRANCISCO I


Hoje tomou Posse do Trono de São Pedro o Papa Francisco I, em uma Cerimônia acompanhada por 250 mil fiéis, e por Delegações Oficiais de 180 países.


O Anel do Pescador escolhido pelo novo Papa é de prata folhado a ouro amarelo, em sinal de humildade, uma vez que todos os anéis dos Papas até hoje, foram feitos em ouro maciço. No anel há a figura de São Pedro segurando nas mãos as Duas Chaves, símbolo do Catolicismo. 


O Brasão do Papa foi oficialmente apresentado, sendo descrito como:
Compo de blau, carregado em chefe de um sol de ouro, sobrecarregado das letras latinas IHS, tendo sobre o H uma cruz pátea apontada em sua base, tudo de goles, acompanhadas de três cravos de sable.  
Em campanha uma estrela e uma flor de nardo, tudo de ouro.
Lema: MISERANDO ATQUE ELIGENDO.

O Sol representa Cristo, enquanto a Estrela de cinco pontas é um símbolo de Santa Maria, ao passo que a Flor de Nardo (que lembra até um cacho de uvas), representa São José.