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sábado, 31 de maio de 2014

Postura, senhores!

Sua Alteza Real o Príncipe Dom João de Orléans, Príncipe de Orléans-Bragança, trineto do Imperador Dom Pedro II do Brasil (por ramo feminino, de Dona Isabel I do Brasil), bem como tetraneto do Rei Luís Filipe I dos Franceses [e não da França]. 

O Príncipe Dom João de Orléans não faz parte da Casa Imperial do Brasil, mas sim da realeza francesa, por ser um Membro da Casa de Orléans, ramo cadete da Casa Real de Bourbon da França. Pela ordem de sucessão (Legitimista) da França, Dom João ocupa 102º lugar na Linha de Sucessão ao Trono da França. 

A seguir expomos o texto escrito por Dom João de Orléans, no Estado de São Paulo (http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,postura-senhores-imp-,1167403), onde cobra a devida postura aos políticos brasileiros:

Brasão dos Príncipes de Orléans-Bragança

Postura, senhores!



Passaram-se 50 anos do dia em que nos afundamos numa ditadura. Será que aqueles que lutaram por um Brasil livre apoiariam a podridão que vemos hoje ou se sentiriam traídos por muitos que estão no governo? Faltam estadistas e falta postura pública, para que os eleitos deixem de lado a luta partidária e olhem pelo País, governem para todos e não deixem o Estado se transformar em feudo e o governo, em cabide de empregos. É o que estamos vendo.

Muitos se conformam e fecham os olhos, achando que os grandes avanços sociais dos últimos 20 anos permitem isso, um "rouba, mas faz" atualizado. Quem está na vida pública, porém, deve fazê-lo por ideal. Quem é eleito tem a obrigação de servir ao País, nunca se servir dele.

Vemos, na maioria daqueles que se dedicam à política, uma postura absolutamente oposta àquilo de que o Brasil precisa. Não há idealismo nem ética em muitos de nossos homens e mulheres da vida pública, características que devem ter aqueles que, pelo voto ou por nomeação, chegaram a uma posição em que a total transparência e a dedicação ao País têm de ser a condição básica. Isso parece um sonho hoje.

Quando o deputado André Vargas, ex-vice presidente da Câmara dos Deputados, tenta explicar como e por que usou um jato emprestado de um doleiro que está preso e ainda fala, sem vergonha, que estava fazendo contato no Ministério da Saúde para o laboratório do doleiro - e gravações da Polícia Federal comprovam as suspeitas -, ele recebe aplausos de seu partido, o PT, em plenário, depois do discurso. Quando ele começa a incomodar, querem que renuncie. Não por causa dos indícios de tráfico de influência e corrupção. Queriam a renúncia para não atrapalhar o partido. Chegamos, assim, a mais um exemplo da decadência abismal na política, com a arrogância e a prepotência desses inimigos do Brasil.

Vargas e tantos outros não sabem que um homem público não pode usar jatos emprestados, nem receber favores de empreiteiras (alguém acredita que empreiteiras dão dinheiro a campanhas políticas por patriotismo?), nem presentes, nem facilidade de nenhum tipo. O servidor público tem de ser honesto e parecer honesto. Um homem público tem de limpar, primeiro, os podres dentro de seu partido, assim terá moral e respeito para tentar melhorar o País.

O ex-presidente Lula não poderia ter ido à casa de Paulo Maluf aliar-se a ele por minutos na televisão, uma vez que Maluf é procurado pela polícia em todo o mundo por peculato e evasão de divisas. Uma mancha na biografia de Lula, triste para nós, brasileiros. "Às favas com os escrúpulos" parece ser a palavra-chave na política.

Se os partidos soubessem que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) deve ser sempre feita quando há indícios de fraude com o patrimônio público, não tentariam instalar outra CPI como pressão para que a oposição desista. O PT deveria ser o primeiro a querer uma CPI da Petrobrás e o PSDB, o primeiro a querer a CPI do Metrô. Ambos foram eleitos para isso. Essa seria a política correta. Mas os brasileiros assistem de boca aberta a governo e oposição brigando pela abertura de CPIs não para descobrir fraudes, e, sim, para derrubar o adversário. Se fosse por patriotismo e postura pública, os primeiros a querer limpar a casa deveriam ser os que têm um mandato para... limpar a casa. Não são patriotas, enganam quem os elegeu.

O blocão liderado por Eduardo Cunha (PMDB) convocou, recentemente, dez ministros para deporem na Câmara. Que ninguém pense que foi pelo bem do Brasil ou pela moralidade nos ministérios. Não o fez antes porque não tinha nada para pedir em troca. Eles querem mais! Temos partidos "donos" de ministérios: o do Trabalho é do PDT, o dos Transportes é do PR, o de Minas e Energia é de José Sarney há décadas - e o gerente é Fernando Sarney, que tem processos e gravações com o pai de enojar os honestos. Ambos estão envolvidos com a Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário. O Maranhão parece uma escola de especialistas em políticas de energia pública. A cúpula do governo parece autista.

A maioria dos partidos políticos perdeu sua função. Deveriam existir para juntar ideias, programas de governo e políticas sociais com brasileiros idealistas. Mas se prostituíram. Vendem-se. Alguns são mesmo de "aluguel".

Muitos brasileiros estão anestesiados com a normalidade de ler nos jornais fatos como o de que Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, que está preso, foi "indicação" de José Janene (PP). Quase todos os cargos nas estatais e autarquias são "indicações". Não há democracia nem moralidade quando políticos que entram na política atrás de poder e dinheiro podem "indicar" pessoas para 20 mil cargos da administração pública (os chamados DAS). Esses cargos têm de ser preenchidos por técnicos concursados e político nenhum pode ter poder nessas nomeações. Essa é uma das causas da corrupção generalizada com "patrocinadores" e "padrinhos" nos diversos partidos da base de apoio. Por que existem 39 ministérios? É pura e simples moeda de troca com o que há de pior em caráter na vida pública. Vale tudo, e o que vemos é somente a ponta do iceberg. Se isso não mudar, o Brasil não vai mudar.

Temos uma corja incrustada na política e na administração, dos pequenos aos altos cargos públicos no governo. Acreditei que o PT iria mudar isso. De malfeitos em malfeitos e de faxina em faxina, tudo continua igual. As velhas e corruptas oligarquias continuam presentes e o mais decepcionante é que o PT, que lutou e levantou a bandeira da mudança, hoje é parceiro delas. Chamam quadrilha de "aloprados", roubo de "malfeito", mensalão de "recursos não contabilizados". Para eles, Sarney, Collor e Maluf têm reputação ilibada e idoneidade moral. Desrespeitam a Constituição, fragilizam a democracia e as instituições e desacreditam mais ainda a eles mesmos, a classe política.  

Dom João de Orléans e Bragança

quarta-feira, 19 de março de 2014

Um esforço pela Solidariedade



Muito se discute qual a real importância e missão das Ordens de Cavalaria em nossa sociedade hodierna. Não se deve duvidar porém, da força que possuem tais instituições religiosa-noiliares. A resposta para a pergunta de qual a missão das Ordens de Cavalaria em nossos dias não poderia ser outra senão uma A CARIDADE.

A caridade é a palavra-chave que deve ser tida em mente de todos os Cavaleiros e Damas das verdadeiras Ordens de Cavalaria em nossos dias. Pensando nisso, os Cavaleiros e Damas pertencentes às Ordens Dinásticas da Casa Principesca de Trivulzio-Galli, também corretamente conhecida como Casa Principesca de Mesolcina, juntaram seus esforços em uma entidade comum, que será a responsável por capitalizar os esforços em prol da caridade emanados pelos Membros das diversas Ordens Dinásticas da referida Casa Principesca.

Cavaleiro da Sacra Milícia entregando cestas básicas para pessoas necessitadas em uma Paróquia Católica de São Paulo-SP


A ASSOCIAÇÃO PRINCIPESCA DOS CAVALEIROS E DAMAS DAS ORDENS DINÁSTICAS DA CASA PRINCIPESCA DE TRIVULZIO-GALLI, cuja sigla ASPO representa, nasceu da iniciativa particular dos Membros das seguintes Ordens Dinásticas, todas pertencentes ao Patrimônio Heráldica da Casa Principesca de Mesolcina:


- Sacra Ordem Dinástica, Equestre, Militar e Hospitalar da Milícia de Jesus Cristo e de Santa Maria (Sacra Milícia / Ordo dei Frati Gaudenti);
- Ordem Dinástica das Damas Nobres de Nossa Senhora Auxiliadora; e
- Ordem Dinástica e Militar de São Teodoro Mártir. 

Os esforços dos Cavaleiros e Damas das seis Ordens Dinásticas da Casa Principesca de Mesolcina serão presididos por Sua Alteza Ilustríssima a Condessa Dra. Simone Trivulzio-Galli, Dama da Grã-Cruz da Ordem das Damas Nobres de Nossa Senhora Auxiliadora, Advogada e PhD em Direito pela Universidade de Buenos Aires a UBA.

Cavaleiros da Sacra Milícia prestando auxílio hospitalar a romeiros na Basílica de Aparecida do Norte, São Paulo.


Poderão ser sócios da Real Associação todos os Cavaleiros e Damas das Ordens Dinásticas acima listados, que pagarem a taxa associativa, e as mensalidades estipuladas pela Diretoria. 

A Real Associação terá como principal objetivo, a reunião de donativos e captação de doações que serão utilizadas na manutenção da própria Real Associação, e em manter as obras de caridade assistidas pelas Ordens Dinásticas da Casa Principesca.

Cavaleiros da Sacra Milícia entregando medicamentos para as Freiras da Congregação Stella Maris, que mantém o Hospital Stella Maris de Guarulhos, São Paulo.


Todos aqueles que quiserem colaborar com esta iniciativa em prol da caridade, devem manter contato com a Secretaria da Real Associação através do e-mail racom@gmail.com

Lembramos a todos que esta é uma iniciativa particular dos Cavaleiros e Damas, não da Casa Principesca de Mesolcina. 
* As imagens são meramente ilustrativas.

domingo, 9 de março de 2014

Heráldica Real Portuguesa


Como todos os Fiéis Leitores deste Blog de Cavalaria já sabem, um dos assuntos que mais Nos motiva a escrever nesta bastante negligenciada página, é a Heráldica. E não poderia ser diferente, pois a <<Ciência Heróica>> descrita por Don Francisco Piferrer em seu mundialmente aplaudido Tratado de Heráldica y Blason, é sem dúvida um dos assuntos mais destacados entre as conversas eruditas dês do século XII até nossos dias.

E sem dúvida, um dos países que mais esmero teve pelas regras heráldicas não foi outro senão o Reino de Portugal, ou formalmente falando, Reino de Portugal e dos Algarves, onde os brasões de armas da Família Real eram regidos por leis extremamente rígidas, como veremos:


Sua Majestade Fidelíssima o Rei de Portugal e dos Algarves utilizava as Armas plenas de Portugal, sem diferença, fosse o Soberano Rei ou Rainha, sendo o escudo encimado pela Coroa Real.  


Já a Rainha Consorte de Portugal utilizava o escudo partido, no primeiro, as Armas de Portugal, e no segundo, as Armas de sua família. 


O Príncipe Herdeiro, que recebia os títulos de Príncipe Real de Portugal, como antes os de Príncipes do Brasil, recebiam o brasão de Armas de seu pai, com um lambel de ouro como diferença. Também a coroa muda, ao invés da Real, a de Príncipe Herdeiro.


Para o segundo filho do Casal Real, que recebia o título de 1º Infante de Portugal, a diferença era dada pelo lambel, sendo o primeiro pendente da sinistra carregado com as Armas de sua mãe.


Já para o 2º Infante, a diferença era dada pelo acréscimo de uma nova brica, desta vez sobre o braço do lambel da destra (livrando assim as Quinas do escudo). Poderiam se utilizar as Armas dos avós de sua mãe, caso o escudo desta não tivesse tantas partes.


No caso do 3º Infante, o lambel ficava todo carregado. 


No caso de haver mais filhos, a alternativa era utilizar mais braços no lambel, ascrescendo Armas dos avós de sua mãe. 


Para os casos (nada raros) de filhos bastardos do Rei, estes utilizariam o escudo de Portugal, carregado de um filete em contra-banda.


Caso o Príncipe Real tivesse um filho, este receberia o título de Príncipe da Beira. Se escudo seria o de Portugal, com um lambel de prata, carregado de três rosas vermelhas.

Exponho agora, alguns brasões dos atuais Membros da Casa Real de Portugal, onde poderão ser vistas tais utilizações heráldicas:

Armas de Sua Alteza Real o Príncipe Dom Duarte Pio de Orléans e Bragança, filho da Princesa Dona Maria Francisca de Orléans e Bragança, Duquesa de Bragança, logo, descendente direito de Dom Pedro IV de Portugal, que em sua qualidade de Príncipe Real de Portugal, e Chefe da Casa Real Portuguesa, utiliza o Escudo de Portugal sem diferenças. 


Armas da Duquesa de Bragança, Dona Isabel Inês de Castro Curvello de Herédia. 


Armas do primeiro filho do Casal Real, Sua Alteza Real o Príncipe Dom Afonso de Bragança, Príncipe da Beira e Duque de Barcelos.


Armas do 1º Infante de Portugal, Dom Dinis, Duque do Porto.


Armas da Infanta Dona Maria Francisca Isabel Micaela Gabriela Rafaela Paula de Bragança. 


Armas do Infante Dom Miguel Xavier Teresa, Duque de Viseu, irmão do atual Chefe da Casa Real, antes, 1º Infante de Portugal.


Armas do Infante Dom Henrique João, Duque de Coimbra, irmão do atual Chefe da Casa Real, antes, 2º Infante de Portugal. 


Armas dos Lencastre, ou Lancaster, descendentes bastardos da Casa Real por serem descendentes do Rei João II de Portugal.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O Feudalismo no Brasil


Uma das questões mais polêmicas envolvendo a história do Brasil, foi justamente sobre a existência ou não de Feudos no atual território brasileiro. 

Não se pode negar que o sistema das Capitanias Hereditárias seguiam completamente o regime feudal, com a Concessão pela Coroa de uma extensa faixa de terra ao Donatário, que a deveria governar como melhor lhe provesse, aplicando a justiça, cobrando impostos, fundando cidades, criando leis com aplicação em seu território, etc. A única necessidade que sempre deveria ser observada era justamente o respeito do Donatário para com o seu Suserano, ou seja, o Rei.

Porém as Capitanias Hereditárias não eram Feudos, no sentido formal da palavra, haja vista que os Feudos sempre deveriam ser acompanhados do título de Nobreza ao seu possuidor, e os Vassalos do Rei que recebias as Capitanias não recebiam formalmente nenhum outro título com elas, salvo o de "Capitão".

Brasão do Ducado de Veragua

Na América Espanhola a criação de Feudos foi muito difundida. Exemplos disso são o Ducado de Veragua, que possuia jurisdição feudal hereditária sobre "um quadrado perfeito de 25 légua" no atual Panamá. O Ducado de La Vega, que possuía jurisdição sobre a Ilha de Santo Domingo, atual República Dominicana e Haiti. Títulos estes, que foram dados ao descendentes de Cristóvão Colombo, Descobridor das Américas.


Há também o caso do Marquesado da Jamaica, com domínio Feudal sobre o feudo do mesmo nome, também dado à família Colombo. O Marquesado de Valle de Oaxaca, concedido pelo Imperador Carlos V ao conquistador Hernán Cartés y Monray. Há ainda o Marquesado de Atabillos, concedido ao Imperador Carlos V ao conquistador do Peru, Francisco Pizarro. 


Na América Portuguesa isso porém não ocorreu. Não foram criados Feudos, com Ducados, Marquesados ou Condados para premiar o "descobridor" Pedro Álvares Cabral ou seus descendentes.  

A falta de Feudos "verdadeiros" sempre foi uma "cicatriz" para a historiografia "gótica" brasileira, vez que, os Feudos sempre foram grandes catalisadores da cultura europeia onde quer que fossem fixados. 

Confesso que tive discussões verdadeiramente épicas com uma série de professores, muitos até pós Doutores em história, já que, eu sempre defendi a ideia da existência de Feudos na história do Brasil. Creio que, sempre defendi os Feudos como um bom meio administrativo, pois meus títulos são todos de origem feudal, inclusive os títulos de Príncipe de Mesolcina e Duque de Alvito, porém os demais também o são.

Pude agora comprovar esta minha tese, da existência de Feudos no Brasil, com a lembrança de um Baronato realmente peculiar, o BARONATO DE ILHA GRANDE DE JOANES.

Brasão dos Barões de Ilha Grande de Joanes, e de seus descendentes, os Duques de Albuquerque.


A Ilha Grande de Joanes foi doada pelo rei de Portugal, D. Afonso IV, através da Carta Régia de 23 de dezembro de 1665, sendo seu primeiro donatário, António de Sousa de Macedo, Secretário de Estado daquele Rei, que dela tomou posse, por seu procurador, em 2 de dezembro de 1667.





Luís Gonçalo, filho único de Antônio Macedo, além de herdeiro da donataria, foi feito barão a 27 de Setembro de 1666.





Após a morte do pai, ele fez uma doação de terras, naquela Ilha, aos Capuchinhos de Santo Antônio, que tinham chegado ao Pará com a incumbência de catequizar os silvícolas dos sertões da Província. A doação foi efetuada a 6 de fevereiro de 1696, compreendendo a Ilha de Santana, na Foz do Rio Arari, sendo duas léguas de terras na margem esquerda deste rio, começando no igarapé Murucutú para cima, e três léguas na margem oposta.



Como pode ser visto, os Barões de Ilha Grande de Joanes tinham autoridade plena sob sua jurisdição na Ilha do Marajó. 

O Baronato de Ilha Grande de Joanes seria posteriormente reunida aos limites da Coroa de Portugal, por Carta-Régia de 29 de abril de 1757, seis anos após a expulsão dos jesuítas da Província do Grão-Pará.

O Feudo teve de ser COMPRADO pela Coroa, fazendo a Ilha de Marajó passar a fazer parte do então Vice-Reino do Brasil. A Coroa, como meio de pagar aos Barões pela compra do Feudo, lhes outorgaram o título de Viscondes de Mesquitella, depois Condes de Mesquitela e Duques de Albuquerque. 


Lista dos Barões de Ilha Grande de Joanes:
1º Luís I Gonçalo de Souza de Macedo (1666-1727)
2º Antônio de Souza de Macedo (1727-1738) 
3º Luís II de Souza de Macedo (1738-1757)


Após a venda do Feudo, tornaram-se "pretendentes"

3º Luís II de Souza de Macedo, I Visconde de Mesquitella (1757-1783)
4º Maria José de Souza de Macedo, II Viscondessa de Mesquitella (1783-1816)
5º Luís III da Costa de Souza de Macedo e Albuquerque, I Conde de Mesquitela (1816-1853)
6º João Afonso da Costa de Souza de Maceso, I Duque de Albuquerque, II Conde de Mesquitela (1853-1890)
7º Luís IV Antônio da Costa de Souza de Macedo, III Conde de Mesquitela (1890-1896)
8º Luís V Álvaro da Costa de Souza de Macedo, IV Conde de Mesquitela (1896-?)
9º Luís VI Antônio da Costa de Souza de Macedo, V Conde de Mesquitela (?- 1951)
10º Álvaro Moreira de Carvalho da Costa de Souza de Macedo, VI Conde de Mesquitela (1951-1981)
11º Luís VII Alberto Oulman da Costa de Souza de Macedo, II Duque de Albuquerque, VII Duque de Mesquitela, IX Visconde de Mesquitella.


Prova de que o Baronato de Ilha Grande de Joanes foi realmente um Feudo, é que o título de Barão de Ilha Grande d Joanes não pode mais ser utilizado, nem ao menos como título honorário, pelos Condes de Mesquitela, após a venda do Feudo para a Coroa em 1757.



O Autor é Chefe da Casa Principesca de Mesolcina, além de ser o Chefe de Nome de uma série de Feudos espalhados pela Itália, Suíça e França. 

Andre III Trivulzio-Galli,
Príncipe de Mesolcina, de Trivulzio-Galli e do Sacrossanto Império Romano-Germânico, etc.   

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Confusão Sucessória


Gostaria hoje de decorrer sobre a recente confusão instaurada na Linha de Sucessão à Chefia da Casa de Orléans. Digo Casa de Orléans, pois esta não deve ser considerada como a Casa Real da França, antes de ser resolvidas as pendências entre os Orléans e os Bourbons, e minha visão, com maior chance de ser a "verdadeira" Casa Real Francesa. 

A sucessão à Chefia da Casa de Orléans teve algumas mudanças, que ocorreram com relação ao filho mais velho do Príncipe Henri II de Orléans, Conde de Paris, Sua Alteza Real o Príncipe Francisco de Orléans, Conde de Clermont. 

Ocorre que o atual Conde de Clermont, nascido em 1961, filho do Conde de Paris com sua primeira esposa, a Princesa Real Maria Teresa de Württemberg, sofre de uma deficiência mental grave, que o impediria de algum dia subir à Chefatura da Casa Real de Orléans. 

O Duque de Vendôme, que NÃO É o Herdeiro Aparente da Casa de Orléans

Para tentar dirimir tal situação, Sua Alteza Real o Príncipe Henri I de Orléans, pai do atual Chefe da Casa, excluiu o Príncipe Francisco da Linha de Sucessão, alegando que, por sua deficiência mental grave, este não poderia subir ao Trono Francês, caso algum dia a Casa de Orléans voltasse a reinar na França. Decidiu o então Conde de Paris, que o segundo filho de Henri II, o Príncipe João de Orléans, Duque de Vendôme, nascido em 1965, deveria ser o futuro Chefe da Casa de Orléans. 

O único brasão de Armas que pode ser considerado apropriado ao Duque de Vendôme

Após a morte de Henri I, seu filho e sucessor Henri II de Orléans, em sua posição como Chefe da Casa, declarou que seu filho mais velho, Francisco, poderia, apesar de sua doença mental grave, ser o futuro Chefe da Casa Real, o intitulando Conde de Clermont, título tradicionalmente atribuído ao Herdeiro da família. 

Brasão do Delfim da França

Para tentar sanar a situação, declarou que seu segundogênito, o Príncipe João, Duque de Vendôme, deveria ser o Regente de seu irmão, durante o período em que este vivesse. O que ocorre, é que o Duque de Vendôme, aparentemente não aceitou este retorno ao status quo ante, e continua a se considerar como o Herdeiro Aparente de seu pai à Chefia da Casa de Orléans.

Esta situação é demonstrada pelo fato de que o Duque de Vendôme é muitas vezes referido como o "Delfim da França", isto é, o Herdeiro ao Trono Francês, sendo que este utiliza indevidamente o próprio brasão de Armas do Delfim da França, como pode ser visto em seu site o Gens de France. 

Esta é a linha de sucessão correta, à Chefia da Casa de Orléans:

CHEFE DA CASA: S.A.R. o Príncipe Henri II de Orléans, Conde de Paris.

Casa de Orléans

1º Príncipe Francisco de Orléans, Conde de Clermont (1961)

2º Príncipe João de Orléans, duque de Vendôme (1965)
3º Príncipe Eudes de Orléans, duque de Angoulême (1968)
4º Príncipe Pedro de Orléans (2003)
5º Príncipe Miguel, conde de Evreux (1941)
6º Príncipe Carlos Filipe de Orléans, Duque Consorte de Cadaval (1973)
7º Príncipe Francisco de Orléans (1982)
8º Príncipe Tiago, duque de Orléans (1941)
9º Príncipe Carlos Luís, duque de Chartres (1972)
10º Príncipe Filipe, duque de Valois (1998)
11º Príncipe Constantino de Orléans (2003)
12º Príncipe Foulques, duque de Aumale (1974)
13º Príncipe Roberto, conde de la Marche (1976)

Casa de Orléans-Eu, vulgarmente chamada de Orléans e Bragança (Ramo de Petrópolis)

14º Príncipe D. Pedro III Carlos de Orléans e Bragança, Conde d'Eu, Príncipe Titular de Orléans e Bragança (1945)
15º Príncipe D. Pedro Tiago de Orléans e Bragança, Príncipe Herdeiro de Orléans-Eu (1979)
16º Príncipe D. Filipe d'Orléans e Bragança (1982)
17º Príncipe D. Afonso Duarte de Orléans e Bragança (1948)
18º Príncipe D. Manuel Álvaro de Orléans e Bragança (1949)
19º Príncipe D. Manuel Afonso de Orléans e Bragança (1981)
20º Príncipe D. Francisco Humberto de Orléans e Bragança (1956)
21º Príncipe D. Francisco Teodoro de Orléans e Bragança (1979)
22º Príncipe D. Gabriel Pires de Orléans e Bragança (1989)
23º Príncipe D. João Henrique de Orléans e Bragança (1954)
24º Príncipe D. João Filipe de Orléans e Bragança (1986)

CASA IMPERIAL DO BRASIL: Casa de Orléans e Bragança,

25º Príncipe D. Luís Gastão de Orléans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil (1938)
26º Príncipe D. Eudes Maria de Orléans e Bragança (1939)
27º Príncipe D. Luís Filipe de Orléans e Bragança (1969)
28º Príncipe D. Maximiliano de Orléans e Bragança (2012)
29º Príncipe D. Eudes de Orléans e Bragança (1977)
30º Príncipe D. Eudes de Orléans e Bragança (2011)
31º Príncipe D. Guy de Orléans e Bragança (1985)
32º Príncipe D. Bertrand Maria de Orléans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil (1942)
33º Príncipe D. Pedro de Alcântara Henrique de Orléans e Bragança (1945)
34º Príncipe D. Gabriel de Orléans e Bragança (1980)
35º Príncipe D. Fernando Diniz de Orléans e Bragança (1948)
36º Príncipe D. Antônio João de Orléans e Bragança (1950)
37º Príncipe D. Rafael Antônio de Orléans e Bragança (1986)
38º Príncipe D. Francisco Maria de Orléans e Bragança (1955)
39º Príncipe D. Alberto Maria de Orléans e Bragança (1957)
40º Príncipe D. Pedro Alberto de Orléans e Bragança (1988)
41º Príncipe D. Antônio de Orléans e Bragança (1997)

Para saber acerca da Linha de Sucessão Legitimista ao Trono da França, recomendamos esse outro texto no Blog de Cavalaria.